Capítulo 2

1107 Words
Bernardo Morgan  Hoje cheguei no meu escritório um pouco atrasado, fui dormir tarde ontem e acabei perdendo a hora. Ouço uma batida na porta e autorizo a entrada. - Sr. Morgan, a sra. Betines está aqui. Minha secretária informa. - Pode manda- lá entrar Victoria. Digo e ela assente saindo da sala. A sra Betines entra na minha sala logo em seguida com sua filha ao seu lado. - Bom dia sr. Morgan. Ela diz - Bom dia. Respondo ao seu cumprimento sorrindo. - Como tá o meu caso doutor? Ela pergunta e parece aflita. - Está encaminhada, semana que vem tem a audiência. Digo e ela assente. - Muito obrigada pelo que está fazendo por mim, não sei bem como agradecer. Ela diz com os olhos marejados. - Não precisa agradecer. Digo. Me surpreendo quando a pequena sai dos braços da mãe e vem me abraçar. - Obigada tio. Ela diz com uma voz fofa. - De nada princesa. Dou um beijo na sua cabeça. A pequena vai até a mãe e me diz algo que parte meu coração em mil pedaços. - Mamãe, agola vamos ter o que comer? Ela pergunta. - Vamos meu amor. Sua mãe diz a pegando no colo. - Mas uma vez, obrigada doutor. Ela diz se levantando para ir embora. Antes que ela saia da sala, a interrompo para perguntar algo que está tomando meus pensamentos. - Vocês já tornaram café? Pergunto - É...Não precisa se preocupar, o senhor já está fazendo muito por nós A sra. Betines diz envergonhada. - Sra. Betines, não é incomodo algum, vocês já comeram algo? Insisto. - É.... Não Ela diz baixando a cabeça. - Esperem um momento. Digo pegando meu celular. Mando uma mensagem para minha secretária comprar um café reforçado para elas. Enquanto isso, passo para ela como anda o processo. Segundo fui informado, o cretino já arrumou uma advogada para defende - lo, ele se recusa a pagar pensão, alegando que a filha não é dele. Irei entrar com uma liminar pedindo um exame de DNA. Alguns minutos depois, a Victoria entra carregando o café que pedi. Coloco o café na minha mesa e tem uma variedade de coisas. Pães, queijo, frutas, entre outras coisas. A pequena arregala os olhos. - Olha mamãe, quanta comida. Ela diz batendo palmas. -Filha. Sua mãe a repreende. - Podem ficar a vontade. Digo e me levanto. - Irei fazer uma ligação, se quiserem mais alguma coisa é só pedir para a Victoria. Digo já saindo da sala. Resolvo ligar para a Ali, irei falar com ela para vermos uma forma de ajudar a Sra. Betines. O motivo para que eu queira tanto ajuda - lá, é que quando criança eu lembro que já chegamos a passar dificuldades. Apesar de ter apenas 4 anos quanto tudo aconteceu, ainda lembro de ver minha mãe chorando por não ter nada em casa para preparar nosso jantar. E vejo muitas pessoas na rua pedindo algo para comer, isso parte meu coração. Eu jamais permitiria que uma criança de 2 anos passasse fome. Não tenho nenhum interesse na sra. Betines, inclusive ela irá embora assim que acabar toda a audiência. Desejo muito, que ela encontre alguém que a faça feliz. Desperto dos meus pensamentos quando ouço a voz da Ali do outro lado da linha Ligação on: - Oi Be. Ela diz - Oi minha flor, como você tá? Pergunto - Tô bem, e você? Ela pergunta - Tô bem. Digo - Tem certeza? Você parece triste Ela comenta - Ali, preciso da sua ajuda. Digo - Em que? Ela pergunta - Vamos almoçar juntos, aí conversamos. Digo - Tudo bem Be, você vem me pegar? Ela pergunta - Claro. Digo e me despeço dela, desligando o telefone em seguida. Ligação Off Volto para minha sala e sou informando pela Victoria que a sra Betines e sua filha já tinham ido embora, mas que tinha deixado seus agradecimentos. (...) Estaciono em frente a empresa do meu pai e aguardo a Ali. Eu não trabalho na empresa Miller, tenho meu próprio escritório, o abri com uma poupança que o Daniel abriu em meu nome. Segundo ele, foi para depositar a indenização da morte do meu pai, mas tenho certeza que ele depositou muito mais. - BE Ela grita vindo em minha direção me dando um abraço apertado. - Oi minha flor. Digo beijando sua testa - Vamos? Tô ansiosa para saber o que quer. Ela diz - Vamos. Digo e abro a porta do carro para ela. - Obrigada. Ela diz e jogo um beijo no ar para ela. Resolvemos almoçar em um restaurante próximo a empresa. Depois que fizemos nossos pedidos, a Ali me olha ansiosa. - Então, em que quer minha ajuda? Ela pergunta cruzando os braços. - Bom, lembra do caso que te falei que tinha pegado? Pergunto e ela assente. - Então, eu descobri hoje que a sra Betines está passando por dificuldades com a filha, queria poder ajuda - las de alguma forma. Digo - Você tá interessado nela? A Ali pergunta arqueando as sobrancelhas. - Claro que não. Digo. - Eu gosto de outra pessoa Ali. - QUEM? Ela grita e algumas pessoas olham para nossa mesa e a Ali abaixa a cabeça envergonhada. - Isso não vem ao caso agora, nosso assunto aqui é outro, não minha vida amorosa. Digo e ela que levanta as mãos. - Ok, mas como pretende ajudar? Uma cesta básica? Ela pergunta - Sim, o que acha? Pergunto -Uma ótima ideia Be, vamos ao mercado fazer uma feira e mandamos entregar na casa dela, como se ela tivesse ganhado um sorteio no mercado. Ela diz. - Assim, ela não saberá quem doou, se você quiser manter a doação no anonimato. - Excelente ideia Ali, vamos ajudar sem que ela saiba que a doação partiu de mim. Digo e ela assente. - Eu te admiro tanto Be, você tem um coração imenso, ela não é a primeira pessoa que você ajuda. Ela diz sorrindo - E no que depender de mim, irei continuar ajudando quem precisa. Digo e sorrio para ela. Terminamos de almoçar contando como foi nossa manhã um para o outro. (...) Cheguei em casa e fui diretamente tomar banho. Assim que saio do banheiro me deparo com a Ali sentada na minha cama. - Que susto. Digo e ela rir. - Eu só vim saber se você quer assistir um filme com o Lorenzo, a Maysa e eu. Ela diz. - Claro, vou me trocar e desço. Ela assente saindo do quarto. Suspiro, vai ser difícil ficar ao lado dela e não poder toca - lá.
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