Carla Narrando:
João: Não acredito...- meus olhos lacrimejam e eu segurei o estômago, para não jogar para fora toda a comida que tinha em meu organismo. João estava estático, parecendo não acredita no que estava vendo. Eu não o julgo, já que se fosse comigo, eu ficaria da mesma forma. Ou até mesmo pior.
Carla: Quem fez isso com vocês?.- perguntei preocupada.
Xx: Acho que o dono do morro do alemão.- o pai disse, cuspindo sangue. A voz dele estava fraquinha.
Só pode ser o dono do morro do Alemão. Ele quer atingir nossa família, para deixar nossa estrutura abalada. Meu ódio por esse homem só aumenta.
João se agachou ficando em frente a seus pais. Ele chorava e soluçava. Fiquei com dó de vê-lo desse jeito.
Sua mãe estava com a barriga aberta, dá para ver até às tripas da mulher. Ainda não sei como ela está viva.
Se demorássemos mais um dia, João não teria conseguido ver os pais "vivos".
Só de imaginar que só iriamos vir para cá amanhã... Viemos hoje por que meu pai achou melhor. E parece que ele estava adivinhando que algo assim fosse acontecer.
O pai levou alguns tiros pelo corpo. Pernas e braços, ele vai morrer de hemorragia, ele está perdendo muito sangue. Creio que não temos tempo de levar eles para o hospital.
João: Mãe, pai... Me desculpem.- dor era vista em seus olhos. Quase me afastei, para dar a João um espaço a sós com os pais. Se não fosse a mão dele, segurando forte a minha, eu teria ido.
A mãe de João chorava e cuspia muito sangue. Antes dela se entregar ao sono eterno disse algumas palavras para o filho.
Xy: Meu filho proteja a sua namorada e sempre estaremos junto a você.- Disse ela chorando. Eu queria dizer que nós não somos namorados. Mas não é o momento para dizer algo assim.
XX: Quando tudo isso acabar....Você.....vai...nos ver novamente....- Mas o que ele quis dizer com isso? Deve estar falando do céu.
Assim que os pais de João se despediram, eles morreram. Pareciam só estar esperando ele chegar, para se despedir.
Me arrepio só de pensar em algo assim. Ouvi barulhos de passos, e virei a cabeça desconfiada.
Carla: Meu deus!-olhei para frente e vi um cara apontando a arma de longe na cabeça do joão.
O homem estava olhando fixamente para o alvo.
Carla: Cuidado joão!- dito isso empurrei ele, que caiu de lado e se safou do tiro. Infelizmente eu não tive a mesma sorte, já que o tiro acertou em cheio o meu ombro.
João: Carla....- colocou as mãos em meu rosto preocupado.- Seu desgraçado você vai pagar por isso.- seus olhos estavam tristes, e sem cor. Isso é o luto.
Meu amigo se levantou e pegou a sua pistola, e sacou um tiro na nesta do homem. Que conseguiu se esquivar, felizmente, na terceira tentativa, João acertou em cheio a testa do homem. O corpo dele sem vida caiu no chão.
O olhei preocupada. Ele acabou de perder os pais. Eu não sei como é esse sentimento, mas com certeza não é coisa boa. E essa foi a primeira vida que ele tirou. Ele nunca tinha matado ninguém antes.
Carla: E agora?.- Perguntei atordoada. Meu ombro estava doendo muito, estava ardendo. A dor é uma c****a.
João: Vamos para o hospital.- Falou pegando em minha mão.
Carla: Mas e seus pais?.- Perguntei preocupada vendo os dois atirados no chão.
João: Eles estão mortos Carla. Não tem como salva - los mais. Mas você, você está viva e baleada... tomou um tiro por mim....- não consegui decifrar a sua feição.- Eu tenho que te salvar.- falou me dando um beijo na testa.
Carla: Tudo b...- Vi minha vista escurecer e cai num breu profundo.
(.......)
Ahn! Meu ombro está dolorido, tá tudo doendo. Tentei abrir meus olhos, mas a claridade do lugar não deixou. Forcei minha vista e abri meus olhos.
A primeira coisa que eu vi foi o teto branco. E depois João, que estava jogado numa poltrona. Ele estava todo desajeitado, todo torto.
Carla: João? .- Chamei mas ele não ouviu, tentei me mexer e soltei um gemido de dor.
João: Carla? Carla? O que aconteceu?.-Levantou de repente me assustando, quando ele olhou para mim, sua expressão suavizou.- Como você está? O médico disse que já podemos ir para casa.- falou coçando os olhos.
Carla: Ahn? Mas o que aconteceu?.- Perguntei não me lembrando de nada.
João: Você tomou um tiro para me salvar. Te trouxe aqui, e você fez uma pequena cirurgia. Mas gora já está melhor. Podemos ir?.- Assenti e fomos para casa.
Achei que doeria mais tomar um tiro. Mas até que foi de boa. Meu ombro está enfaixado, e dói ao me movimentar. Tenho que fazer alguma coisa... Amanhã temos que lutar, e eu não vou conseguir fazer muita coisa se continuar assim.
Carla: Que horas são?.- perguntei atordoada.
João: Você tinha que se perguntar que dia é hoje.- o olhei assustada.- é brincadeira.- soltou uma risada.- mas já está bem tarde, uma hora da manhã para ser mais exato.
Assenti levemente a cabeça. Fomos para minha casa, meu corpo todo implorava por um banho. E meu ombro machucado doía um bocado.
Chegando em casa meu pai logo Perguntou:
Joel: Como foi lá meninos?.- sem tirar os olhos do computador.
Carla: Depois te falo pai.- Ele assentiu sem ainda olhar para mim. Menos m*l, eu não quero ter que explicar, para meu pai como que eu levei um tiro.
Subi com o joão e mandei ele tomar banho, ele está um caco.
João: Não consigo tomar banho sozinho, não consigo nem ficar em pé sozinho.- Disse choramingando. Ele está sofrendo.
Carla: E o que você quer que eu faça?.- Perguntei meiga.
João: Me ajuda a tomar banho?.- Perguntou fazendo uma carinha de cachorro sem dono.
Carla: Okay joão,okay- Disse me fazendo de durona, mas até que não vai ser r**m ver o corpo esbelto dele. Acho essa situação constrangedora. Mas o que nós não fazemos para ajudar um amigo não é?
Tirei a camisa e calça dele, o deixando apenas de cueca. O empurrei para debaixo do chuveiro, onde a água estava gelada. Mas ele nem reclamou.
Quando eu ia sair ele me puxou, eu podia sentir sua respiração acelerada junto a minha e então o beijo finalmente aconteceu, pela terceira vez.
O beijo foi calmo e carinhoso, parecia o beijo de duas pessoas apaixonadas. Mas então o beijo ficou mais feroz, um beijo com mais pegada.
Ele tirou a minha blusa e depois o meu short e me deixou apenas de calcinha e sutiã. Eu já estava sentindo o banheiro ficar bem mais quente que o habitual.
Cass: Carla você está ai?- Parei de beijar ele me afastando assustada.
Carla: Estou aqui sim.- porque você me chamou logo agora?.- falei a última parte mais baixo, só para mim.
Cass: humm safadinha deixa eu ir então, e joão vai com calma que é a primeira vez dela.- gargalhou. Senti meu rosto esquentar.
Carla: Cassandra.- A repreendo. Na hora eu fiquei igual uma pimenta.
João: É a sua primeira vez?- Assinto.
João: então tem que ser perfeito.- ele sorri, aquele sorriso que eu tanto gosto.
Carla: Ann...é...eu...acho melhor...a gente descer...- gaguejei enquanto eu me vestia.
João: Ok, eu vou terminar de tomar banho. Se quiser me esperar...
Carla: Tudo bem.- antes de sair ele me puxou e me deu outro beijo de tirar o fôlego.
João narrando:
Não acredito que aquela ia ser a primeira vez da carla, e eu quase estraguei tudo. Tem que ser tudo perfeito, eu sei como as garotas se preocupam com a primeira vez delas.
E se a Carla escolher perder comigo, eu ficarei muito feliz. Ela merece algo muito especial. E eu acho que sei como fazer isso.
Quando a gente invadir a rocinha vai ter baile de comemoração, vou pedir ela em namoro na frente de todos e depois vou levar ela em um lugar especial. Eu gosto dela, ela é divertida, meiga, e muito linda. E ela também gosta de mim, eu percebo os olhares que ela me lança.
Cassiano narrando:
Hoje eu vou sequestrar o filho menor do homem, cujo nome é Joel. Não vou maltrata-lo nem nada, só vou dar um aviso, é bom que ele entenda.
Mas não vou devolver o moleque. Talvez eu o venda para alguém. Ou eu simplesmente o coloque em um orfanato. Não me importo, só quero chamar mais atenção do velho.
Isso realmente não importa. Se Joel sofrer com isso, eu já ficarei muito satisfeito.
De madrugada meu plano entrará em ação. Vai dar tudo certo. Hoje meu plano de vingança irá ganhar força.
Joel narrando:
Eu achei meio estranho o "dono" do morro não fazer nada com a nossa família até agora. Achei que ele era mais ativo.
Carla: Pai?.- minha filha mais velha surgiu na porta do meu escritório.
Joel: Oi minha filha aconteceu algo?.- perguntei preocupado.- o quê aconteceu com o seu braço?.- coloquei a mão nela.
Carla: Na verdade sim, O dono do morro mandou matarem os pais do joão e acho que ele vai fazer algo hoje... ou melhor nessa madrugada, não sei porque mas estou com um pressentimento ruim.- assenti levemente com a cabeça. Mas ainda quero saber o que aconteceu com o braço dela.
Hoje é sexta feira, tivemos que mudar os planos. Hoje sairíamos vitoriosos. Mas tivemos problemas graves e não poderemos invadir lugar nenhum hoje.
Joel: Mas o que aconteceu com o seu braço?
Carla: Ah isso?.- apontou para si mesma.- não foi nada. Foi apenas um presentinho de um dos capangas dele.- disse como se não fosse nada.
Joel: Filho da p**a dos infernos...- chinguei.
Pietro: Carla, eu posso dormir com você e o joão hoje?.- meu filho que estava pintando no chão, entrou na conversa. Me preocupei com o seu pedido mas não deixei transparecer.
Carla: Pode meu amor mas porque isso agora? Você nunca pediu para dormir comigo.- desconfiou.
Pietro: Não sei, só estou com medo de dormir sozinho.- isso é estranho. Dizem que algumas crianças têm o dom da premonição. Eles sentem algo, antes mesmo de acontecer.
Espero que isso não seja verdade.
Depois da mini conversa cada um seguiu seus afazeres.
(.......)
Já estamos jantando e eu estou com um pressentimento r**m, o medo do que pode acontecer com os meus filhos.
Cassiano narrando:
Já são 23:00 da noite e eu estou indo para casa dele com dois menor que trabalham para mim.
Cheguei e tinha dois vigias no portão, mas logo meus ajudantes deram um jeito neles. Colando um pano na boca deles que logo desmaiaram por causa do cheiro. Não perdi tempo e entrei dentro da casa. Me escondi assim que vi uma senhora na sala.
Mas ela logo saiu de lá. logo depois subiu para o andar de cima. E eu sai a procura do quarto do menino. Pelo caminho, passei por um corredor, e lá havia várias fotos espalhadas em porta retratos.
Olhei atentamente e tinha uma foto do meu pai e do seu assassino. Tirei uma foto com o meu celular e guardei o mesmo.
Achei o quarto do menino mas ele não estava na cama. Andei mais um pouco e vi uma porta logo em frente.
Tentei abrir mas estava trancada, não pensei muito e a arrombei arrombei e fez um estrondo.
Carla: Quem é você ?- disse uma menina muito gostosa com um pijama mega curto. Ela é o motivo dos meus sonhos pervertidos.
Cassi: Não te interessa, vim pegar aquele menor ali.- apontei para o guri, que dormia serenamente.
Carla: Só por cima do meu cadáver.- Murmurou se preparando para lutar.
Ela avançou e conseguiu me dar um chute na costela. Com o impacto cai de joelhos.
Cassiano: Para uma menina, até que seu chute é forte.- debochei.
Carla: Você não viu nada.- antes dela avançar, a derrubei com as pernas, e apertei seu pescoço, o suficiente para fazer ela desmaiar.
Assim que desmaiou peguei o moleque e sai da casa às pressas, pois escutei passos vindo de longe.
No meio da confusão deixei uma foto minha e da minha irmã cair no chão.
Não deu tempo de pegar, pois se eu voltasse para trás, eles me pegariam.
Deixei a foto para lá e corri em direção ao meu carro.
( continua )