Mateo estava sentado no sofá da sala, os cotovelos apoiados nos joelhos, o olhar fixo na tela do celular. Seus dedos deslizavam pelo aparelho enquanto relia as mensagens trocadas com Hellen. Ele sabia que não deveria se apegar àquelas palavras, mas não conseguia evitar. Havia algo em Hellen que o puxava de volta sempre, como um ímã. Mesmo quando tentava manter a cabeça focada nos problemas mais urgentes – como Tiago, ferido e dormindo em sua cama, ou seu pai, um monstro que precisava ser derrubado –, lá estava Hellen, invadindo seus pensamentos. O som da porta se abrindo o tirou de seu devaneio. Ele ergueu o olhar e viu Irina parada ali, um de seus sorrisos angelicais estampado no rosto, os longos cabelos caindo em ondas suaves sobre os ombros. Seus olhos brilharam por um instante, mas

