Dom Castilho acordou de repente, os olhos se abrindo com fúria pura. O cheiro asséptico do hospital o envolveu, enojando-o, e a luz fluorescente acima de sua cabeça fez suas pupilas se contraírem dolorosamente. Odiava hospitais. Odiava se sentir fraco. Soltou uma sequência de maldições, sua voz rouca e carregada de desprezo. Tentou se mover, mas seu corpo protestou com dores lancinantes. Os braços estavam pesados, e quando tentou erguer a mão, sentiu a agulha do soro puxar contra sua pele. Ele estava sozinho. O coração bateu mais forte, não de preocupação, mas de raiva pura e destilada. "Maldito Mateo!" rosnou entre dentes cerrados. Seu filho, seu sangue, o abandonara ali como um velho inútil. Ele deveria estar ao seu lado, garantindo que nada fugisse do controle. Mas não. Preferiu fi

