Capitulo 1
A vida, em certos momentos, nos prega algumas pegadinhas. Por anos, acreditei.
ser uma garota comum, como tantas outras, convencida de que poderia moldar
meu próprio destino e ser quem desejasse. Afinal, eu não era uma princesa, nem uma rainha, apenas era eu. Até que, em um dia inesperado, minha vida virou de cabeça para baixo e tudo o que eu considerava real se revelou ser apenas uma ilusão. O pai que eu conhecia, a vida que levava, até mesmo eu, eram mentiras. Não tenho como culpar minha mãe por não ter compartilhado a verdade, ou meu verdadeiro pai, que nunca soube que eu existia. A responsabilidade, na verdade, recai sobre esse destino insano, que me transformou de uma garota comum em uma princesa, e ainda por cima, na herdeira de Genóvia.
Jamais imaginei que a minha vida poderia sofrer uma reviravolta tão drástica da noite para o dia. Antes, era uma menina pobre que, após muito esforço, conseguiu ingressar na prestigiada British School com bolsa integral e tinha um namorado que parecia ser perfeito. Contudo, descobri que essa perfeição não era real.
Após ter sido deixada por um motivo insignificante, uma jovem que conquistou dois amigos fantásticos que me ajudaram a superar meu ex, além de uma nova paixão que não teve a chance de evoluir.
Agora sou verdadeiramente uma princesa, a herdeira de Genóvia, prestes a me comprometer com um príncipe de outro país, que se tornou meu grande e verdadeiro amor. Descobri minha identidade e estou disposta a dar o meu máximo pelo meu reino, pois em breve estarei governando ao lado do meu futuro marido.
— Emy, vamos?
— Claro, dom, vamos sim. — Segurei seu braço e partimos em direção ao nosso destino.
6 anos antes
Hoje marca o retorno às aulas após as férias, e finalmente estou no meu terceiro ano do ensino médio. No final do ano, pretendo prestar vestibular para a faculdade de biomedicina. Me arrumo e sigo para a escola, cheia de expectativa sobre o que está por vir. Ao chegar, encontro Stella, minha maior arqui-inimiga e ex-namorada do meu ex, que, por sinal, me trocou por ela na frente de todos, me fazendo passar por uma grande humilhação.
— Olha só quem decidiu aparecer, se não é a feiosa da Emilly — diz Stella, rindo, o que provoca risadas em todos ao seu redor.
— Poupe-me dos seus comentários, Stella; você, uma criança, sempre arrumando confusão comigo — respondo, já me afastando dela, mas ela me puxa de volta e me dá um, t**a na cara.
— Não ouse falar assim comigo, sua pirralha mimada! Quem você pensa que é? Acha que é alguma princesa? Olha, querida, não se engane, nem seu ex-namorado a quis se enxergar.
Respiro fundo para não devolver o t**a e os insultos da Stella. Viro-me e tento sair novamente, mas sinto um empurrão dela e caio no chão. Olho para ela, a raiva crescendo a cada segundo
— Este é o seu lugar, querida Emilly: no chão, lambendo meus pés, sua c****a.
— CHEGA! Quem é você para humilhar essa jovem? Você é apenas uma mimada que se acha a última bolacha do pacote. Agora, caia fora daqui! — diz um rapaz que nunca vi antes. Ele é incrivelmente bonito; os cabelos loiros destacam seus olhos azuis, que lembram o oceano. Seu corpo musculoso emana uma sensação de familiaridade e p******o. Seus lábios avermelhados são irresistíveis e seus traços marcantes fazem com que ele pareça um verdadeiro deus grego.
- Você está bem? - perguntou o senhor grego, enquanto me estendia a mão para me ajudar a levantar.
- Estou sim, obrigada pela ajuda. Meu nome é Emilly, e o seu? - respondi, segurando sua mão enquanto ele me ajudava a erguer.
- Prazer, Emilly. Eu sou Arthur. Não se preocupe com isso; acabei de chegar na escola e já percebi que não quero me envolver com aquela garota. - Ri junto com ele e continuamos conversando até o sinal tocar. Levei-o para sua sala, já que ele era apenas um ano mais novo do que eu.
Depois das aulas, fui para casa, fiz meus deveres e estudei. Em seguida, assisti a uma série, mas meus pensamentos sempre voltavam para Arthur, aquele lindo e maravilhoso deus grego. Ai meu Deus, quero ele pra mim! Será que ele vai gostar de mim ou até se apaixonar por mim? Espero que sim.
Os dias se passaram e eu e arthur nos aproximamos cada vez mais,ele é muito fofo ,carinhoso e atencioso, saímos algumas vezes—fomos ao cinema, passeamos no shopping e até fizemos um piquenique. A cada momento ao lado de Arthur, meu coração se enchia de alegria. Me apaixonei por ele. Seu sorriso ilumina meus dias, e seus lindos olhos azuis são tão profundos que me fazem pensar no céu ou até mesmo no oceano.
Cada instante ao lado dele parecia mágico, como se o tempo desacelerasse só para que eu pudesse aproveitar cada detalhe. Quando ele me olhava, era como se pudesse enxergar minha alma, e isso me fazia sentir especial, única.
Nossas conversas fluíam naturalmente, sem esforço, como se nos conhecêssemos há muito mais tempo. O jeito que ele ria das minhas piadas bobas ou segurava minha mão de forma delicada, mas firme, fazia meu coração disparar. Era impossível não me perder na doçura do seu olhar e no calor do seu abraço.
A cada encontro, minha paixão por Arthur crescia ainda mais. Eu sabia que estava vivendo algo especial, algo que queria guardar para sempre na memória.
Mas tudo que é bom sempre acaba, né? No meu caso, acabou quando o professor passou um trabalho sobre a família real da Genóvia.
Estou animada para esse trabalho, afinal, é sobre as famílias reais existentes no mundo. Mas, entre tantas possibilidades, eu tive que pegar justamente a de Genóvia.Quando cheguei em casa, comecei a pesquisar na internet e em revistas sobre a família real de Genóvia. Fiquei tão envolvida na busca que perdi a noção do tempo, analisando cada detalhe das imagens e informações que encontrava.
Foi então que vi um rosto que nunca tinha visto antes, mas que, de alguma forma, me parecia familiar. Talvez fosse a expressão ou o olhar, algo nele despertava uma sensação estranha em mim. Já o outro, eu tinha certeza de que já havia visto, era Arthur o segundo rosto. Fiquei de boca aberta ao ver que ele estava listado como o príncipe de Genovia: Arthur Gaspar Elliott Duncan Arnold II, Príncipe de Genovia.
Meu Deus, como assim? Arthur é um príncipe? E ainda o herdeiro? Preciso de respostas. Tenho que falar com ele urgente! Já fazem semanas que estamos nos conhecendo, e em nenhum momento ele teve a iniciativa de me contar?
Eu já estava me apaixonando por ele… e ele mentiu para mim? Como ele conseguiu esconder algo tão grande esse tempo todo? Será que eu fui apenas um passatempo para ele, alguém com quem ele poderia se divertir sem precisar revelar sua verdadeira identidade?
Minha cabeça estava girando. Peguei o celular com as mãos trêmulas, sem saber se ligava para ele imediatamente ou se esperava até conseguir organizar meus pensamentos. Eu precisava de explicações, e precisava agora.
— Alô? Emy? — ouvi a voz de Arthur do outro lado da linha, carregada de preocupação.
No desespero, nem percebi que havia discado seu número automaticamente. Meu coração batia acelerado, e minha respiração estava ofegante.
— Arthur, preciso falar com você — digo, tentando conter o tremor na voz.
Houve um breve silêncio antes de ele responder, sua ansiedade quase palpável através do telefone.
— Emilly, o que aconteceu? Você está bem? Por favor, me diz alguma coisa, minha princesa! Eu preciso saber que você está segura!
Seu tom era urgente, cheio de medo e carinho, como se pudesse sentir o caos do outro lado da linha.