Carregava na alma o peso do pecado,
nos olhos, o desejo ardente,
nos lábios, a insaciedade de quem anseia mais.
Seria uma p**a? Uma v***a?
Apenas por trazer em si sua maior condenação:
um desejo intenso, incontrolável?
Ela amava com o corpo e saciava uma alma inquieta,
achava plenitude com quem a completava,
quem poderia julgar sua insanidade? Seu pecado?
Era diferente de muitos, mas não menos humana.
Ela era o fogo do desejo,
o calor que queimava quem a tocava.
Ré confessa, dirão. p**a? v***a?
Mas quem entre nós nunca pecou?
Seu sarcasmo estava na coragem de não esconder
os próprios pecados,
na liberdade de ser tudo o que sonhava.
Puta? v***a? Talvez palavras pequenas demais
para definir uma alma tão grande.
E afinal, quem seria capaz de julgá-la,
com um mero olhar que m*l pode decifrar o íntimo?
Seja quantas versões desejar.
Só não se esqueça de ser marcante em cada uma delas que criar.
Porque o perfeito é magnífico, mas aquilo que tira o sono e traz êxtase, um arrepio na pele...
Isso é, sem dúvida, inesquecível, nunca deixe lembranças por onde passar, seja audaciosa, s****a, gostosa, por que lembranças apagam com o tempo, mais a saudade se torna inesquecível.
Sandra Ferreira
Avassaladora Livro Poético