Romeu não resiste à insolência de Julie A sala ainda parecia impregnada pelo peso da revelação de Freud. O e-mail, a foto, a ameaça. Tudo apontava para o fato de que o inimigo estava mais perto do que deveriam admitir. Mas, no meio do caos, havia também outra guerra — a que ardia apenas entre Romeu e Julie. Ele se aproximou dela, os olhos em chamas, cada músculo do corpo tenso. — Você tem que parar de se colocar em perigo, Julie. — a voz saiu grave, dura, como uma ordem que não aceitava recusa. Julie cruzou os braços, a insolência brilhando nos olhos. — E você tem que parar de achar que pode me trancar numa redoma, Romeu. Eu não sou a sua posse. Ele cerrou o maxilar, inclinando-se até que o hálito quente roçasse o rosto dela. — Não é sobre posse. É sobre não suportar a ideia de você

