Capítulo 15 — Sangue nas Asas

1325 Words

A obsessão de Antônio não é apenas vingança. É posse. O portão da mansão estava marcado em vermelho. Letras grandes, feitas com pressa mas carregadas de intenção: “Borboletas não voam quando as asas estão quebradas.” Julie encarava a tela do tablet que Freud mostrava, o corpo inteiro trêmulo. O símbolo que antes era refúgio agora havia se transformado em um grilhão. A borboleta que Romeu desenhou em sua mão quando eram crianças, e que anos mais tarde ela tatuou no próprio corpo como promessa de liberdade, havia se tornado a assinatura da obsessão mais c***l que já enfrentara. Ela levou a mão ao pulso tatuado, os dedos tremendo. — Desde aquele dia… — a voz dela saiu quebrada, como se estivesse revivendo tudo. — Desde o dia em que você desenhou a borboleta na minha pele, Romeu… ele nunc

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