O salão de reuniões estava iluminado apenas pelo brilho frio da luz noturna que entrava pelas vidraças. Os sócios já haviam saído, os documentos estavam empilhados sobre a mesa, mas a verdadeira batalha ainda permanecia ali, em silêncio. Romeu e Julie se evitaram desde o último confronto. Ele, soterrado pelo peso da proteção que parecia insuficiente; ela, vestindo camadas de poder e autoestima como uma armadura invisível. Nenhum dos dois admitia, mas cada olhar roubado queimava como fogo escondido. Julie ajeitou a pasta em mãos, os dedos trêmulos denunciando mais do que queria. Inspirou fundo, e antes que ele saísse pela porta, sua voz quebrou o silêncio. — Romeu… desculpe pelo que eu disse. — ergueu os olhos, vulnerável. — Eu sei que você só está tentando me proteger. Ele parou, vol

