A madrugada avançava silenciosa, o som do mar quebrando na praia como um mantra distante. A casa de praia, isolada, parecia finalmente oferecer a paz que eles tanto buscavam. Mas nem o refúgio conseguia calar os fantasmas que Julie carregava dentro dela. Ela se remexeu na cama, o corpo agitado, o cenho franzido. O suor frio começou a umedecer sua pele enquanto palavras desconexas escapavam entre os lábios trêmulos. — Não… não me leve… mamãe… Romeu despertou de imediato. O coração dele disparou ao vê-la contorcendo-se em meio ao pesadelo. Tocou seu rosto com cuidado, mas Julie parecia perdida em outro tempo, outro lugar. — Julie, acorde… estou aqui… — a voz dele saiu grave, urgente, mas doce. Ela gemeu, sufocada pelo terror que ainda a prendia. E então, num sussurro que o dilacerou, mu

