O celular de Romeu ainda vibrava sobre a mesa, as quatro palavras ecoando como sentença: “O jardim está pronto.” Mas, naquele instante, nada no mundo tinha mais peso do que o que acontecia entre eles. Julie fechou os olhos, tentando controlar a respiração. Sentia o calor das mãos de Romeu em sua pele, o magnetismo inevitável que a puxava para ele como se fosse destino, como se fosse maldição. A vida inteira se escondeu atrás da insolência, das respostas afiadas, da recusa em amar. Cada palavra era uma muralha. Cada olhar, uma fuga. Mas agora… nenhuma defesa parecia resistir. Quando abriu os olhos, encontrou os dele. Olhos negros, profundos como noite sem lua. Olhos que sempre pareceram perigosos, mas que agora revelavam algo mais; um abrigo, uma promessa silenciosa de que não a deixari

