Capítulo 49 — Polícia em Alerta

1731 Words

A manhã amanheceu cinzenta em São Paulo, mas o clima que atravessava a cobertura não vinha do céu — vinha do rádio da Polícia Federal. Freud entrou na sala principal trazendo relatórios oficiais, mas os olhos não escondiam a gravidade. — Senhores… — disse, a voz seca. — Antônio Boaz não está mais na penitenciária. O silêncio que caiu foi cortado apenas pelo som distante do helicóptero de monitoramento. Julie levou a mão à boca, o corpo tremendo. Romeu, de pé, sentiu os punhos fecharem por instinto. As imagens oficiais transmitiam em tempo real para a sala de segurança da cobertura. A cela surgia nas telas como um mausoléu sombrio, onde cada detalhe denunciava não apenas a ausência de Antônio, mas a presença viva da sua loucura. Era uma cela de segurança máxima, com duas portas de aço s

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