MARISOL Marisol caminhava pelas ruas da cidade, sem rumo, como se estivesse vagando em um pesadelo. Seus passos estavam pesados, como se cada movimento fosse um esforço colossal. O calor da cidade parecia lhe queimar a pele, mas a dor dentro dela era muito mais intensa. Cada passo, cada rua que ela cruzava, parecia um vazio sem fim. O mundo ao seu redor estava em movimento, mas ela sentia como se estivesse em câmera lenta, desconectada de tudo e todos. A dor da perda de Dona Maria era insuportável. Marisol olhava para os prédios ao seu redor, mas nada parecia real. Sua avó, a única pessoa que verdadeiramente a amou, se foi, e ela não esteve lá. Ela não conseguiu se despedir. "Ela me esperou... me esperou até o fim, e eu não fui..." O pensamento ecoava em sua mente, a culpa corroendo-a p

