Antonela Ribas Saí do banheiro nua, contra a minha vontade, e ainda sinto o calor queimando minha pele. Foi rápido, mas suficiente. Heitor me olhou de cima a baixo como se tivesse tatuado cada curva minha na memória. E talvez tenha. A raiva me consumiu. A vergonha ainda maior. Não que eu nunca tivesse ficado nua diante de um homem — já tinha. Mas daquela vez, eu não escolhi. Fui forçada pela situação, empurrada para uma armadilha. Eu o odeio por isso. Odeio o jeito como me sinto exposta, vulnerável, frágil... como se ele tivesse o poder de me despir não só do corpo, mas da alma. E mesmo assim, a lembrança do olhar dele não desgruda da minha cabeça. Ele me devorou sem nem precisar me tocar. E isso... isso me deixa furiosa comigo mesma. Agora estou sentada à mesa, diante de um jantar dign

