CAPÍTULO 3: ECOS DA VIAGEM ESPIRITUAL

473 Words
Com ou sem oxigênio, conseguiram reanimar Marisa e o seu filho mais velho que havia acabado de completar 18 anos, estava lá com ela. Ele tinha 18 anos e um mês. Ela foi entubada em 2 de maio; o aniversário dele foi em 21 de abril. A partir de 2 de maio, não viu mais nada na Terra. Sentiu algo na face, como um desentupidor de pia puxando seu fôlego. Foi sedada duas vezes. A equipe de enfermagem contou que, quando foi transferida, ela já não sabia mais de nada; passou por várias coisas de que não se lembrava. Foi então que começou a parte espiritual: Marisa começou a fazer viagens espirituais. Voltou para casa em espírito, entrou e viu a mãe com a cabeça baixa e triste. Marisa pensou assim: "Pronto, morri e estou visitando as pessoas que eu amo". Do lado de fora da porta do quarto, ela viu sua mãe triste, mas não conseguiu chegar até ela porque de repente não teve permissão.Depois foi ao quarto dos filhos e os viu dormindo, sem perturbá-los. Em seguida entrou no próprio quarto, e então a colocaram em outro lugar, o único canto escuro que ela viu. Esse lugar escuro era a casa de sua vizinha, ela foi visitá-la. Era uma vizinha com quem tinha bom relacionamento, mas naquele dia ela estava intrigada. Semanas antes, a mãe dela estava internada e um candidato trouxe um caminhão de água e pediu para abastecer as cisternas no período de seca. A vizinha, achou que Marisa estava negando o balde de água, por isso ela estava chateada com Marisa. Marisa visitou a vizinha, puxou o lençol pedindo que ela acendesse a luz, mas a vizinha não viu nem acordou. Marisa insistiu: “Vai, acorda, acende essa luz, está escuro”, sem sucesso. Daí tiraram ela de lá,a puxaram-na pelas costas, como se alguém a puxasse abruptamente, quase fazendo-a cair. Teve ainda outro flash: no terreiro da casa dela, os vizinhos rezando por ela durante o mês de maio. Geralmente no mês de Maio eles se reúnem um dia em cada casa, formando um círculo de oração. E nesse dia eles estavam reunidos no quintal da sua casa, colocaram o nome dela nas preces; ela estava lá, quase no fim. Saíram para fora da casa: na vizinhança havia um terreiro com um lago, e ela ficou lá com eles. A comadre passou a mão na barriga e exclamou: “Meu Deus, minha primeira comadre e ela não está com a gente”. Quando Marisa ouviu e sentiu essas palavras, levou a mão para indicar “eu estou aqui”. Mas a filha da vizinha, uma moça de uns 17 ou 18 anos, viu Marisa no terreiro da casa da irmã e gritou, acenando: “Marisa! Marisa!” e as pessoas começaram a se assustar.
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