O amanhecer em Milão não trouxe paz. A cidade, embora desperta em sua rotina barulhenta e apressada, parecia esconder um prenúncio de caos. No quarto ainda escuro do hotel, Isabella se sentou à beira da cama, observando a chuva fina contra a vidraça. Ao seu lado, Alessandro dormia, a expressão vulnerável apenas naquele breve lapso em que o mundo cessava sua brutalidade. Mas eles não tinham tempo. Não havia mais pausas. Quando Alessandro abriu os olhos, ela já estava de pé, vestindo a camisa dele, com o celular na mão e o semblante tenso. — O juiz Del Toro emitiu os mandados — disse ela, sem rodeios. — E Sofia sabe. A movimentação nos sistemas de segurança triplicou. A base em Palermo foi atacada durante a madrugada. Alessandro se ergueu num salto, os olhos escurecendo com a notícia. —

