As Cartas da Verdade

984 Words

A sala escura estava tomada pelo cheiro acre de cigarro e pela tensão cortante como navalha. Giulio Mancini, algemado à cadeira de ferro, exibia um sorriso debochado que não condizia com a gravidade de sua situação. Diante dele, Alessandro se mantinha de pé, braços cruzados, os olhos escuros tão penetrantes que pareciam atravessar o crânio do traidor. Isabella, a poucos passos, observava em silêncio, sentindo o peso das revelações que viriam. — Você acha mesmo que vai conseguir algo de mim? — provocou Giulio, cuspindo sangue ao chão. — Sofia sempre esteve dez passos à frente de todos vocês. — Dez passos à frente? — Alessandro se aproximou, voz baixa, porém letal. — Então por que está aqui, acorrentado como um cão? Giulio silenciou por um instante. O orgulho ainda palpitava em suas veias

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