bc

A pequena e o mafioso

book_age18+
94
FOLLOW
1K
READ
contract marriage
HE
powerful
mafia
heir/heiress
bxg
like
intro-logo
Blurb

Com apenas dezoito anos, Elise conhece bem o peso da responsabilidade. Entre a rotina simples de ensinar crianças e o esforço diário para apoiar os pais, seus dias correm calmos, embalados pelo sonho de um amanhã tranquilo. No entanto, a calmaria desaba quando um acordo c***l a arranca de sua realidade protetora.Forçada a caminhar até o altar, ela se vê entregue ao homem que governa as sombras da cidade. Ele é implacável, poderoso e carrega o peso de um império construído sob o medo.O que acontece quando a inocência é trancada em uma gaiola de ouro? Elise descobrirá que o monstro que todos temem guarda segredos profundos, e que o destino, às vezes, se esconde atrás de um olhar gélido e sedutor.

chap-preview
Free preview
capítulo 1
A luz do entardecer em Portugal tem uma cor específica, um tom de dourado que parece abraçar as colinas e as fachadas de azulejos. Para Elise, de dezoito anos, aquela claridade suave que invadia as janelas era o sinal de que o seu dia estava apenas na metade. Enquanto a maioria das jovens da sua idade na faculdade de gastronomia pensava em festas ou no próximo encontro, os pensamentos da garota estavam divididos entre a técnica correta de um molho bechamel e a planilha de custos da empresa de seus pais. No pequeno e acolhedor restaurante da família, o aroma de azeite quente e alho preenchia o ar, trazendo uma sensação de conforto que contrastava com a realidade financeira do lugar. Joana, com seus trinta e nove anos e um olhar que carregava a doçura e o cansaço de uma vida inteira de esforço, observava a filha organizar os livros de cálculo de um lado da mesa e as notas fiscais do outro. A jovem m*l respirava entre uma linha e outra, tentando encontrar uma margem de lucro que simplesmente não existia mais. — Elise, filha, já disse que não precisa você ajudar a pagar as despesas de casa disse Joana, aproximando-se e pousando uma mão carinhosa no ombro da menina. O toque era leve, mas carregado de uma culpa que a mãe não conseguia esconder. Pedro, que aos quarenta e cinco anos exibia os sinais de quem passava horas em pé diante do fogão pesado, surgiu da cozinha limpando as mãos no avental surrado. Seu rosto se iluminou ao ver a joia que era sua filha, mas a preocupação logo obscureceu seu brilho natural. — Filha, sua mãe tem razão reforçou Pedro, com a voz grave e cansada, sentando-se exausto em uma das cadeiras de madeira do salão vazio. — Você está se desgastando muito para nos apoiar. Devia estar focada apenas nos teus estudos. Guarda esse dinheiro para a tua faculdade, para o teu futuro. Elise levantou o olhar, seus olhos refletindo uma determinação que ia além da sua pouca idade. Ela ajeitou uma mecha de seus cabelos claros e sorriu com ternura, embora seu peito estivesse apertado. — Pai, mãe... o que eu faço é para ajudar vocês. Não quero que fiquem preocupados só com a minha faculdade. Eu sei que o restaurante não anda dando muito lucro ultimamente, e vocês ainda têm os funcionários para pagar. Somos uma equipe, não somos? Pedro e Joana trocaram um olhar rápido, carregado de uma angústia que tentavam ocultar a todo custo. O que Elise não sabia, ou o que eles tentavam evitar que ela confirmasse, era que o negócio estava por um fio. As dívidas com fornecedores acumulavam-se como uma avalanche silenciosa, ameaçando soterrar o sonho de uma vida inteira de dedicação. A interrupção veio de forma bruta. A porta do estabelecimento abriu-se com força, fazendo o sininho de metal badalar de forma estridente. Um dos principais fornecedores entrou, sem o habitual cumprimento cordial. Seu rosto estava fechado, a paciência completamente esgotada. — Pedro! exclamou o homem, ignorando a presença de Elise na mesa de canto. — Não posso mais esperar. Você tem até a última semana para acertar metade do valor que me deve. Caso não acerte, terão problemas. E você sabe que não estou falando apenas de cortar o envio de mercadorias. Joana sentiu o chão sumir sob seus pés. As lágrimas, que ela segurava há dias, começaram a escorrer livremente por suas bochechas. A humilhação e o medo eram quase palpáveis. — Por favor... implorou ela, com a voz embargada, juntando as mãos. — Vamos conseguir a quantia. Só nos dê mais tempo. As vendas vão melhorar, a temporada de turismo está começando... O homem não se comoveu com o desespero da mulher. Ele ajustou sua jaqueta e deu as costas. — Vocês só têm até o final da última semana. Com licença. Assim que o sujeito saiu, o silêncio que ficou no ambiente era pesado, sufocante. Joana cobriu o rosto com as mãos, desabando em um choro doloroso. — E agora, Pedro? O que faremos? Vamos perder tudo? Nossa história, nossa casa... Tudo? Pedro abraçou a esposa, embora seus próprios braços tremessem de incerteza. Ele olhou para o teto, buscando uma resposta que não tinha. — Não sei, meu amor. Mas vamos dar um jeito. Deus não vai nos abandonar. Elise assistia a tudo de longe, o coração apertado no peito. Ela sentia-se impotente. Sabia perfeitamente que as aulas particulares que dava como explicadora nas horas vagas da faculdade eram apenas uma gota num oceano de boletos atrasados. Cada centavo que ganhava ensinando os filhos dos vizinhos parecia insignificante diante do tamanho do problema. Naquela manhã seguinte, a jovem enfrentava outra batalha. Ela tinha uma prova crucial na faculdade de gastronomia. Se perdesse aquela avaliação ou se o seu foco vacilasse por um segundo, repetiria o ano letivo, o que significaria mais gastos que sua família não podia arcar. A pressão era uma mordaça em seu pescoço. No campus, o ambiente era de alta tensão, com o tilintar de panelas e facas ecoando pelas cozinhas industriais. Elise sentia o suor frio nas mãos enquanto executava as tarefas práticas diante dos olhos atentos dos avaliadores. Ela precisava passar. Precisava ser a melhor para que, um dia, pudesse tirar os pais daquele buraco financeiro. Ao sair da prova, exausta e com os músculos tensos, não houve tempo para descanso. Ela caminhou apressada, ignorando o cansaço físico. Foi direto para a casa de Bruna, uma de suas alunas de explicação. A residência ficava em um bairro nobre, cercada por muros altos e portões de ferro fundido. A mãe de Bruna a recebeu com um sorriso gentil no hall de entrada espaçoso. — Oi, Elise! Como vai? Tudo bem? Você parece um pouco pálida, querida. — Oi... tudo bem. Só um pouco cansada, mas bem respondeu a garota, forçando um sorriso que não chegava aos seus olhos expressivos. — Tenho certeza de que se sairá bem na faculdade. Você é maravilhosa em tudo o que faz — disse a mulher, com sincera admiração. — A Bruna já está na biblioteca te esperando. Vou pedir para prepararem um lanche para vocês. Elise agradeceu com um aceno e subiu as escadas de mármore, sentindo o peso do mundo em cada degrau. Ela tentava afastar os problemas de casa para se concentrar no conteúdo. A jovem não imaginava que, enquanto ensinava álgebra e gramática para a menina, seu destino já estava sendo selado em outro país, em uma mesa cercada de fumo, poder e sangue. A quilômetros de distância, na vibrante e perigosa Madri, o cenário era completamente oposto. Em uma mansão blindada no coração da capital espanhola, Henrique, o respeitado Capo que comandava algumas das facções mais temidas da Europa, observava o horizonte através de uma imensa parede de vidro. Aos trinta anos, ele era a personificação viva do sucesso e do perigo. Herdara o império do avô e do pai, mantendo o controle de cada território com uma mão de ferro que não conhecia a misericórdia.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Unscentable

read
2.1M
bc

He's an Alpha: She doesn't Care

read
832.0K
bc

Claimed by the Biker Giant

read
2.1M
bc

Holiday Hockey Tale: The Icebreaker's Impasse

read
1.0M
bc

A Warrior's Second Chance

read
385.3K
bc

Not just, the Beta

read
362.1K
bc

The Broken Wolf

read
1.2M

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook