Henrique sentou-se na borda da cama, encarando-a com seriedade e vulnerabilidade: — Sim, Elise, você pode e deve ficar totalmente à vontade na minha presença. Mas você precisa entender que eu não sou feito de ferro. Eu te amo de verdade e eu te quero todas as noites. Você sabe perfeitamente disso, mas essa sua distância e esse joguinho de sermos apenas amigos está me levando ao meu limite psicológico. Elise caminhou de volta até a penteadeira, pegando o lenço demaquilante para limpar os borrões: — Eu não quero iniciar uma discussão com você agora, Henrique. Nós já conversamos detalhadamente sobre os nossos termos em Madri e eu não vou mudar de ideia. Agora faça o favor de terminar de se vestir para nós podermos ir direto para o restaurante. — Nós não estamos discutindo, meu amor... Est

