Henrique desviou o olhar por um breve instante, confrontado com a verdade nua e crua das palavras dela. Ele soltou o ar dos pulmões lentamente antes de admitir: — Tudo bem... Você tem razão. Sim, eu teria te matado sem ouvir uma única palavra de justificativa. Mas o fato é que eu te amo demais, Elise, e muito... Por favor, nunca se esqueça disso. — Não vou esquecer respondeu ela, baixando o tom de voz. Henrique levantou-se da cadeira lentamente e estendeu os braços de forma tímida: — Será que... Eu posso te dar um abraço agora? Eu estou morrendo de saudades do seu toque. — Não, por favor, não me força a fazer algo para o qual eu não estou pronta pediu Elise, recuando sutilmente na poltrona. — E tem mais uma coisa... Eu vou providenciar a mudança definitiva de todos os meus pert

