Após o momento solene em que a safira que pertencera a Suzana foi delicadamente deslizada pelo dedo de Elise, um magnetismo sutil, mas inegável, instalou-se na sala de jantar. Henrique, percebendo a intensidade dos olhares dos pais e a leve urgência de digerir tudo o que estava prestes a acontecer, pigarreou de forma discreta. Ele buscou os olhos azuis da jovem e, com um tom de voz surpreendentemente suave para o seu porte imponente, fez o convite. — Está uma noite agradável lá fora. Elise, importaria-se de me mostrar o jardim? A jovem assentiu prontamente com um leve meneio de cabeça. Ela virou-se para os pais, cujos semblantes exibiam uma mistura de alívio e expectativa carinhosa. — Com licença, vou levar o Henrique para conhecer o nosso jardim. — Vão sim, minha filha. Aproveitem

