74. Luna

1140 Words

O domingo amanheceu com vento leve entrando pela fresta da janela. O sol batia suave nas paredes do quarto, deixando tudo com cheiro de roupa limpa e descanso. Abri os olhos devagar, sentindo o corpo dolorido do dia anterior, mas não cansado. Era como se cada parte de mim lembrasse do jeito que Dante me tocou, e isso, de algum modo, deixasse meu corpo em paz. Ele ainda estava ali. Deitado de lado, o braço por cima da minha cintura, a respiração lenta no meu pescoço. Pensei em levantar devagar, mas ele apertou o braço como se tivesse sentido a movimentação. Só então abriu os olhos, sem pressa, sem nenhuma das expressões duras que costumavam dominar o rosto dele. — Vai sair fugida? — murmurou, com a voz rouca de sono. — Vou fazer café. Clara vai acordar faminta. Me vesti com uma das cam

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