46. Luna

1016 Words

Eu atravessei aquele portão como uma tempestade. Peguei a Clara pela mão, fui direto até a coordenadora que estava no corredor e pedi para falar com a diretora. Não tinha mais clima para ela ficar ali. Cinco minutos depois eu já estava sentada na sala com a diretora, com a Clara no meu colo, o rosto escondido no meu pescoço, o corpinho tremendo de vergonha e medo. — Eu preciso que você entenda que a situação está fugindo do controle, dona Luna — a diretora começou, com aquela voz mansa que só me dava mais vontade de gritar. — Já tivemos reclamações de várias mães. — Reclamações? — perguntei, o peito subindo e descendo com força. — Reclamação de quê? Que a minha irmã não tem o direito de estudar? — Não é só isso — ela respirou fundo, como quem ia soltar uma bomba e sabia disso. — Estamo

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