Nem cinco minutos depois, ouvi ele me chamar baixinho. — Luna... Voltei para a sala sem muita vontade. Ele estava deitado de lado, a respiração um pouco mais calma, mas o olhar ainda pesado como chumbo. — Vem cá. — O que é agora? — Senta aqui. — Pra quê? — Cruzei os braços, resistindo. — Só senta, p***a. Acabei cedendo e sentei na beirada do sofá. Ele puxou minha mão com uma força que surpreendeu, como se seu corpo agisse por instinto, contra a própria vontade. — Fica aqui só um pouco — ele falou baixinho, a testa ainda úmida de suor, a voz falhando entre as palavras. Fiquei. Mesmo com a raiva fervendo dentro de mim, mesmo com a vontade de dar um soco nele por ser tão teimoso, algo me manteve no lugar. — E amanhã — murmurou, os olhos já pesados de sono. — Não inventa de sair po

