Sier era um nome estranho, mesmo que temporário — mas eu poderia me acostumar. Já eram 5 da manhã e nós dois ainda estávamos acordados, olhando para o nada. Eu estava sentada no chão, na posição indiozinho. Minhas nádegas já estavam começando a adormecer, então me levantei e me encostei à porta, olhando atentamente o rapaz. Os cabelos dele eram, na verdade, castanhos puxados para o loiro. Seus olhos eram azuis e seus lábios desidratados eram o manto daquele sorriso tão fascinante. A voz dele era grave, mas ao mesmo tempo calma e doce. O jeito que ele me olhava era como se fosse em júbilo, parecia que ele sabia de algo ou queria algo, só estava evitando contar. Eu quero ir para casa... — Ele praticamente se abraçou. Logo, logo você se lembra como ir... — Falei tentando confortá-lo.

