Eu sou Paloma, e quem me conhece sabe que eu não levo desaforo pra casa. Sou daquele tipo que fala na lata, que rebola até o chão no baile e, se precisar, sobe no salto e mete a mão na cara de quem pisa no meu calo. Mas, p***a, naquela noite, eu tava perdida. Minha irmã de alma, minha Brenda, sumiu no meio do baile, e eu, que jurei que ia cuidar dela, fiquei que nem barata tonta, procurando ela como se minha vida dependesse disso. Porque, c*****o, dependia mesmo. O baile tava pegando fogo, o paredão explodindo um proibidão que fazia o chão tremer, o povo se esfregando, as minas rebolando, os caras com cara de quem quer comer o mundo. Eu tava no meio da quadra, toda trabalhada no dourado, o vestido brilhando, o cabelo cacheado solto, dando aquele close. Aí o tal do Juninho, um cara boa pin

