Teto Narrando Quando entrei, dei de cara com o Tróia já grudando na Alice. Ele nem esperou, foi direto tentar beijar ela, como se ela tivesse alguma obrigação. — Qual foi, Tróia? — ela disse, virando o rosto. — Não quero. Fiquei parado na porta, só observando, sentindo o sangue começar a ferver. Ele se afastou um pouco pra trás e ficou encarando ela, tipo sem entender. Aí mandou aquela: — Vai ficar de cü doce agora, é? Alice franziu a testa na hora. — Me respeita, garoto. Dava pra ver que ela tava incomodada, o corpo tenso, olhando pro lado como se quisesse desaparecer. E ele com aquela cara de quem não tá nem aí. Olhar perdido, suando demais, meio trêmulo, tava na cara que o maluco tinha cheirado. Simone encarou ele, püta da vida: — Sai daqui, Tróia. Tá doidão, é? Ele virou pra

