Jeniffer entra no apartamento minimalista de Enzo e se surpreende com a arrumação. É um lugar bonito e funcional.
- Por aqui. - Ele fala a chamando para um corredor. - Aqui fica o banheiro. - Aponta para a primeira porta, à direita. - Este é meu quarto... - Ele abre a porta, deixando-a espiar. Mas ela passa os olhos rapidamente. - E esse será o seu. - Abre a porta do último quarto.
- Muito obrigada, Enzo...
- Deixa disso. - Ele coloca as mãos nos ombros dela, e dá uma leva massageada. - Depois desse final de semana, posso pelo menos nos considerar amigos, não é?
Jeniffer vira a cabeça de lado, lembrando-se da noite que passaram juntos. - É... - Diz virando-se para ele e sorrindo sem jeito.
- Ok... Fica a vontade, vou no mercado rapidinho pegar algumas coisas. - Ele olha as horas no relógio. Já passam das 20 horas, não sabia dizer como a hora passara tão rápido. - Vou correr, ou não pegarei aberto. - Diz e sai deixando Jeniffer admirando o quarto.
As paredes eram de uma cor creme suave. A cama era de casal e tinha uma cabeceira estofada. Do lado esquerdo via-se uma janela grande e do lado direito um roupeiro, que ocupava a parede inteira. Jeniffer colocou sua mochila no chão, revirou e viu que tinha apenas o básico mesmo. Três calcinhas... suspirou. Teria que comprar coisas amanhã mesmo. Tirou uma camiseta rosa, uma bermuda de moletom e pegou uma das calcinhas.
- d***a! - Jeniffer revira a mochila. - Não tem toalha! - Tudo que mais sentia necessidade era de um banho. Sentia-se suada pelo estresse, e nos dias anteriores se manteve com a mesma roupa, o calor a fazia se sentir suja.
Andou pelo apartamento, mas Enzo já tinha saído. Entrou no banheiro, mas as toalhas não ficavam ali. - m***a! - Abriu a porta do quarto de Enzo e espiou para dentro. O quarto era igual ao seu, só que nos tons verdes. E possuía uma mesa, estilo de escritório próximo a janela. Dirigiu-se ao grande roupeiro e abriu-o. - Ternos, casacos... não é aqui. - Fechou as portas. - Camisetas, calças, moletons... também não é aqui! - Abriu as outras portas. - Ok... livros, papéis... também não é aqui. - Na primeira gaveta. - Meias... não... - Segunda gaveta. - Cuecas... definitivamente não é aqui... - Fechou rápido. Na última gaveta. - Toalhas! Pegou uma e virou-se rápido. Deu enorme grito assustando-se.
- Meu Deus! - Leva a mão ao peito. - Enzo! Meu coração... quer me m***r? - Ele ri, parecendo divertido.
- Encontrou o que procurava? - Ergueu uma sobrancelha. Jeniffer piscou e sorriu sem jeito.
- Desculpa invadir seu quarto, eu... - Ela ergue a toalha branca em suas mãos. - Eu preciso de um banho.
- Tudo bem, não tem problema... - Ele passa por ela e pega uma carteira em cima da mesa de escritório. - Sem isso, não poderia comprar. - Saiu deixando-a sozinha e constrangida.
- Mas que d***a! Que vergonha... - Entra no banho e deixa a água fria escorrer pelo corpo... - Ai como precisava de um banho... - Fecha os olhos e lava os cabelos, usando o shampoo disposto no box, visto que nem mesmo shampoo tinha na mochila. Depois de sentir-se descente, sai do banho, seca-se e veste a roupa confortável e limpa.
Ao sair passa pela sala e cozinha, encontra a área de serviço, e põe-se a lavar as roupas sujas. Usa um sabão branco que estava no tanque, esfrega-as um pouco e enxágua.
- Olá... voltei... - Ouve Enzo falar da sala.
- Estou aqui... - Grita Jeniffer.
Enzo vai até a área de serviço e encontra-a esfregando as roupas que usava. Estava com os cabelos longos e escuros soltos e molhados, estremeceu de vontade de tocá-la, baixou os olhos pelo corpo que já vira nu e sentiu seu membrö latejar. Engoliu seco e focou-se no rosto dela.
- O que está fazendo? - Ele fala franzindo o cenho.
- Lavando minha roupa... - Ela fala sem olhá-lo.
- Tenho máquina de lavar. - Ele aponta para a lavadora atrás dela. - Ela lava e seca.
Jeniffer ri sem jeito. - Não quero abusar...
- Para com isso mulher! Coloca isso na máquina e venha comer. O almoço já está no meu dedão do pé!
Jeniffer ri do que ele fala, mas concorda e coloca a roupa na máquina de lavar roupas. - Realmente, estou faminta também.
- Trouxe de tudo um pouco. - Ele começa a tirar as coisas das sacolas. - Pão francês e doce, biscoitos de chocolate e de coco. Suco de uva e de laranja, leite, presunto, queijo, geléia, nutella...
- Meu Deus... - Jeniffer ri enquanto ajuda a tirar as compras das sacolas. - Comprou para o mês já?
- Bem... - Ele coça a nuca, parecendo envergonhado. - Não perguntei do que você gostava, então trouxe um pouco de cada coisa.
Jeniffer não consegue controlar o sorriso que dá a ele. Enzo não podia ser real. - Obrigada...
Enzo segura-se para não agarra-la, o que estava havendo com ele? Perdera o juízo? Voltou-se para as compras, tentando não fantasiar com o sorriso que ela lhe dera.
Terminam de guardar as coisas e preparam um café.
Jeniffer e Enzo comem em silêncio, então ela começa.
- Estou preocupada com você.
- Comigo? Porquê? - Enzo franze o cenho enquanto mastiga um pedaço de pão.
- Ricardo é muito influente, ele pode te prejudicar... - Ela baixa a cabeça.
- Hum... - Ele toma um gole de café. - Não há nada demais que ele possa me fazer.
- Seu trabalho, ele pode te prejudicar... com o que você trabalha?
- Sou engenheiro, trabalho na empresa dos pais de um amigo. - Enzo pensa. - Na verdade ele é meu melhor amigo. Nunca me demitiriam.
- Ok... - Jeniffer ainda assim se preocupava. Afinal sabe do poder de seu pai e de Ricardo. Já havia presenciado seu pai destruir vidas, apenas com sua influência.
Enzo é engenheiro mecânico, tem pós graduação e pensa em fazer mestrado. Seu trabalho é numa empresa ótima, que por sorte é dos pais de seu melhor amigo, Pedro. Trabalha lá com eles há anos, não se preocupa. Mas aprecia a preocupação dela.
Juntos lavam a louça e depois Enzo a convida para sentar no sofá. Estava fazendo um esforço sobre humano para manter-se sóbrio, pois sentia-se embriagado por ela. Pelo cheiro natural misturado ao seu shampoo, pelos sorrisos constantes, os olhos brilhantes.
- E então, como você está? - Ele pergunta preocupado. Sabia como era ser traído, e no caso dela, era ainda pior, pois não tinha a família a seu lado.
- Sabe... estou bem. - Jeniffer suspira. Estava triste, mas bem. - Estou triste pelo meu pai. Não queria que ele fosse assim...
- Imagino... - Enzo pega uma das mãos dela e aperta. - Mas em mim você tem um amigo, ok? Não está sozinha!
Jeniffer sorri. - Obrigada. Você já me deu muito apoio. Se não tivesse me ajudado a fugir do casamento... - Ela ergue as sobrancelhas, pensativa. - Era provável, que teria sido demovida da ideia e teria me casado.
Enzo sente um desconforto em pensar nela casada com aquele crápula. - Você o ama? - A pergunta sai sem que ele consiga se dar conta.
Jeniffer pensa por um momento. Por um tempo pensou amar Ricardo, ele parecia gostar dela, e sempre fazia de tudo para agradá-la. Na cama ele não era r**m, mas também nunca a satisfazia, ele não se importava muito com isso, ele estando satisfeito era o que importava. Mas ela achava que isso era normal. Ele a exibia sempre como um troféu, e ela achava que era orgulho de tê-la, mas agora já não sabia mais.
- Eu acho que não o amo...
- Acha? - Enzo se repreende internamente por ficar insistindo no assunto, mas não se aguenta.
- É complicado né? - Ela faz um careta e ele sorri decepcionado. - Eu namorei com ele por alguns meses, achei que estava tudo certo, afinal tínhamos sido amigos antes. - Ela foca em algum ponto atrás dele. - Mas foi diferente com vo... - Ela para e o encara de olhos arregalados.
Enzo sorri de lado. Então ela pensara no que aconteceu. Seus olhos assumiram um brilho diferente, sua respiração pesou. Enzo se aproxima do rosto dela e a fita dentro dos olhos. - Um diferente bom? - Sussurra e ela fecha os olhos.
Jeniffer se repreende mentalmente por falar demais. Deveria ter ido dormir. Sente o hálito quente dele em seu rosto e tem vontade de beijá-lo. Céus! Acabara de sair de um noivado e estava se envolvendo com outro homem! Fecha os olhos para organizar os pensamentos, mas eles são mais bagunçados ao sentir os lábios quentes de Enzo nos seus.
Enzo beija-a ternamente. Teve vontade de beijá-la durante o dia inteiro, mas segurou-se pois não sabia o que ela estava pensando, mas agora via que ela também o desejava, e quem sabe, até mais do que o próprio noivo... ou melhor, ex noivo...
Suas mãos passeiam por sua cintura, subindo até os seiös, ela deixa escapar um gemido e Enzo aprofunda o beijo, deitando-a no sofá.
- Enzo...
- Diga... - Ele beija seu pescoço enquanto sobe a camiseta dela, acariciando a barriga macia.
- O que estamos fazendo? - Ela abre os olhos e o fita. Enzo engole seco, mas não consegue se afastar.
- Não faço a menor ideia... - Diz depois de alguns segundos. Então se afasta, mas então Jeniffer puxa-o de volta pela camiseta.
- Enzo... - Jeniffer admira o belo rosto do homem a sua frente. - Eu quero você...
Enzo revira os olhos enquanto os fecha. A voz dela está baixa e rouca, ficando mais sexy. Ah se ela soubesse o que estava fazendo com ele... Ergueu-se do sofá e a pegou nos braços, não desviando o olhar. Levou-a para o seu quarto, deitou-a em sua cama... a quanto tempo uma mulher não deitava ali... ele não saberia dizer, e nem se importava. Despiu-a calmamente aproveitando cada detalhe, beijando cada parte dela, enquanto a via contorcer-se.
Jeniffer ajudou-o a se despir, e por Deus, ela quase tinha um orgasmö só de olhá-lo. O corpo forte e másculo a envolveu num abraço, pele roçando com pele, fazia-os gemer e suspirar.
Jeniffer foi puxada para cima do corpo dele. Ele guiou-a até seu membrö rijo. Ela sentou-se devagar, sentindo seu tamanho tödo se acomodar. Gemia enquanto ele a movimentava para cima e para baixo.
Enzo estava em êxtase, quando saiu de casa no sábado pela manhã, nunca imaginou encontrar uma noiva em fuga, ah como queria que ela fosse sua noiva... só sua...
Ergue-a em seu colo e a deitou em baixo de si. Prendeu os braços dela acima da cabeça e acelerou os movimentos. O suor escorria por suas costas, e Jeniffer gemia alto, a cada nova estocada. Sentiu quando ela começou a estremecer, então levou a mão ao seu c******s movimentando, fazendo-a arfar e gritar, jogando a cabeça para trás, e Enzo não se controlou, com a visão perfeita de Jeniffer gozandö em seus braços, gözou também, deixando-se cair sobre ela.
Ficaram alguns segundos assim, então Enzo saiu de cima dela. Jeniffer pensou que ele a mandaria sair, ou que não diria nada, não sabia com reagir a essa nova situação. Então ele a ergueu da cama no colo.
- O que... o que vai fazer? - Ela pergunta segurando-se em seu pescoço.
- Vou te dar um banho, e tomar um com você. - Ele fala sensual, fazendo-a derreter-se em seus braços.