Volkan paga a fiança, pega o carro e leva Ferhat para casa e entram discutindo.
– Da próxima vez, vê senão sai beijando garotas em público. Você não está mais na América.
- Eu lá ia imaginar que o guarda iria me pegar, Volkan?
– E quem é a menina?
– Sei lá. Encontrei na boate.
– Você não tem jeito mesmo. E a Rabia?
– Rabia não pode saber disso, heim Volkan?
– Não será eu quem irá dizer. Mas sim os jornais.
Volkan fala subindo as escadas e Ferhat o segue.
– Volkan. Liga pro seu amigo do jornal e pede pra ele não publicar minha foto. Senão nosso pai me mata.
- Agora você pensa na família, Ferhat?
- Volkan eu já disse que não imaginava que seria pego.
- Você conhece muito bem as leis aqui da Turquia. beijos são proibidos em público. Enfia isso na sua cabeça de uma vez por todas.
- Tá bom. Tá bom. Agora por favor, liga para seu amigo jornalista.
Volkan pega o telefone.
– Vou ver o que eu posso fazer.
– Obrigado irmão. Agora deixa dormir que estou morrendo de cansado.
– Não sei como pode ainda ter sono.
Há 25 anos atrás
Ferhat é o filho mais velho de Berat Erdogan, dono da maior Indústria Automobilística da Turquia.
Berat sabe que seu filho Ferhat é irresponsável, esbanjador e vive enfiado em brigas e confusões, ao contrário de Volkan, que é um rapaz responsável e também seu braço direito na empresa.
Volkan é ajuizado e além de ótimo filho, vive tirando seu irmão de confusões e enrascadas.
Embora sejam tão diferentes, os dois irmãos Volkan e Ferhat são unidos, se amam e morrem um pelo outro se for preciso.
Berat é viúvo desde que seus filhos, ainda eram muito pequenos e jamais quis casar-se novamente.
Mas o destino lhe dará uma nova oportunidade, assim que a bela Umay (mãe de Buse) separar-se de Mustafá.
Há 25 anos, Berat sofreu um acidente automobilístico, onde seus filhos estavam sozinhos com ele no banco traseiro. Ferhat com três anos e Volkan ia fazer dois.
A noite era chuvosa e estrada estava escura, porém um carro passava e viu o momento do acidente.
- Ali minha esposa, um carro capotou.
- Evet e tem duas crianças dentro dele Efé. Ajude-os.
- Vamos irmão acorde, vou tirá-lo daí, antes que o carro exploda.
Efé não mediu esforços para ajudar a salvá-los, ganhando para sempre, a gratidão de Berat.
– Salve os meus filhos, por favor! (gritou Berat)
– Fique calmo, vou salvá-los.
Efé retira-os da cadeirinha ilesos e por fim resgata Berat.
- Muito obrigado. Jamais esquecerei o que fez por mim e meus filhos.
O carro explode em seguida, mas os três estavam salvos e dali nasceu amizade entre Berat e Efé.
Uma semana depois
Ahmet acorda ao lado de Ella filha de Sarila, uma das irmãs comerciante e fofoqueira do local.
Ella é apaixonada por Ahmet, irmão gêmeo de Luna, que vive fugindo da responsabilidade em ajudar seus pais a tocarem o restaurante da família.
Ahmet por sua vez gosta de Ella, mas prefere não esconder seu relacionamento, para que não lhe cobrem tais responsabilidades.
Ao ver que passou a noite com a jovem, Ahmet levanta-se devagar, junta suas roupas espalhadas e sai de fininho, voltando para casa.
Luna prepara o café para seus pais que dormem, entra no quarto de Ahmet e percebe que não dormiu em casa.
Ao retornar para sala, escuta o barulho de chaves na porta.
- Günaydin (Bom dia)
– Günaydin? Alah. Alah. Chega de manhã em casa, com a cara mais lavada do mundo e ainda diz Günaydin?
– O que você queria que eu dissesse irmãzinha?
– Onde você passou a noite Ahmet?
– Onde? Por aí.
– Fazendo o quê?
– O que? Isso não interessa a garota de família saber.
– Vou te dar o não interessa saber.
Luna tira o chinelo e taca nele.
– Ai Luna.
Luna embora linda, é uma garota bastante esquentada e vive controlando seu irmão para que não aborreça seus pais.
– Fala baixo, que papai e mamãe ainda estão dormindo.
– É o que eu também vou fazer, mas depois de tomar esse delicioso chá.
Luna dá um t**a na mãe dele.
– Tira a mão daí, que isso não é pra você.
– Mas eu estou com fome Luna.
– Come só um e deixa a mesa arrumada com o está para nossos pais quando acordarem.
– Eu prometo. Aonde você vai?
– Trabalhar. Esqueceu que eu dou aula?
– Evet (sim) Minha irmãzinha adora dançar.
Hum que delícia! Saúde para suas mãos Luna.
– Não come tudo, ouviu? Deixa para os nossos pais Ahmet.
- Luna, promete que não contará a nossos pais, que me viu chegar agora essa hora da manhã.
- É a primeira coisa que farei assim que mamãe acordar e me ligar.
- Por favor irmã, eu lavo a louça pra você durante 1 semana.
- E lava o banheiro também?
- Aí já está querendo demais.
- Tá bom então. Quando mamãe acordar pede pra ela me ligar, que quero muito falar com ela.
– Está bem. Está bem.
- Mudou de idéia rápido Ahmet.
- Um dia você ainda vai precisar que eu guarde um segredo seu Luna. Nessa dia você me paga.
- Até lá,. você lava a louça e o banheiro em meu lugar.
- Só a louça Luna.
- Banheiro também. É pegar ou largar.
- Tudo bem. Eu aceito fazer suas tarefas. mas é só uma semana.
– Tenho certeza que na semana, que vem te pego novamente em outra inflação. Já vou.
Ele acena Luna sai e Ahmet volta atacar a mesa.
– Há, nem parece ser minha irmã gêmea.
Luna sai do prédio, segue e anda até o ponto de ônibus.
– Estou atrasada. Vou ter que pegar um táxi.
O sinal fecha e Volkan para o carro e vê Luna parada no ponto.
– É ela.
O olhar de Luna e de Volkan se encontram.