“Contrato de Casamento”
Can Yaman – Volkan
Demet Özdemir – Luna.
A série começa no Estágio de basquete do Besiktas na Turquia.
O propósito do jogo nesse estádio se deve a grande catástrofe provocada pelo terremoto, acontecido a exatos 15 dias em parte do país.
Embora tenha sido 40 segundos apenas o terremoto foi de magnitude 6,8 deixando mais de cem mortos e trinta e nove pessoas presas e tiradas dos escombros e ainda cerca de mil e quinhentas pessoas, ficaram feridas e hospitalizadas.
Três ex jogares e craques do passado se solidarizaram e irão participar de um jogo, para arrecadarem fundos, em prol dos sobreviventes, desse um triste terremoto na Turquia.
Esses jogares são: Volkan, Kaan e Enes.
O Presidente do Clube de Basquete Olímpia Milão, presente no estádio, faz uma proposta a Volkan, para que ele venha para Itália ser treinador do time.
– Obrigado Sr. Pantaleo, mas no momento preciso recusar.
– Seria uma honra que assinasse contrato conosco.
- Infelizmente não posso. Meu pai é dono da maior empresa automobilística da Turquia e somos somente eu e meu irmão a auxiliá-lo.
- Se fosse um contrato de apenas uma temporada? Quem sabe um campeonato apenas para o nosso país?
- Gostaria muito de ajudá-lo Sr. Pantaleo, mas minha resposta é não.
– Fique com meu cartão caso um dia mude de idéia Volkan.
- Obrigado Sr. Pantaleo.
Volkan guarda na carteira o cartão e ao sair da sala e choca-se com uma linda moça, derrubando em cima dela, os refrigerantes que trazia numa bandeja.
– Oh derramou no meu vestido!
– Olha pra onde você anda irmã.
Luna fecha a cara e seus olhares se encontram.
– Você é quem precisa olhar pra onde você anda irmão.
Volkan perde a voz.
– Eu?
– Você.
Volkan e Luna ficam bem próximos, olhando um nos olhos do outro.
– Quem apareceu na minha frente, como uma bola arremessada?
Volkan se recupera do baque que foi ver aquela menina linda.
– Eu estava passando e você saiu daquela sala como um furacão. Olha o que você fez?
Luna aponta para o vestido todo molhado e manchado de refrigerante e Volkan a olha de cima embaixo.
– Se fosse menos desastrada e mais atenciosa isso não teria acontecido.
Luna fica furiosa ao ouvir essas palavras.
- Há é mesmo?
Luna com raiva derruba o copo de refrigerante que restou, na cabeça de Volkan, que a puxa furioso para si.
Os seus olharem se encontram e um sentimento que ainda não experimentaram, surge naquele instante.
– Ficou doida?
– Me solta ou eu vou chamar os seguranças.
– Eu quem devia chamar a segurança pra você.
Volkan olha a boca de Luna.
- Você é muito estressadinha.
- Você que é estressado e nada cavaleiro.
Volkan permaneça segurando-a.
Um amigo de Volkan chega para avisar, que o jogo já vai começar.
– O que houve?
Luna puxa o braço e olha com raiva.
– Foi nada Kaan.
– Nada? Você derramou todo refrigerante em cima de mim, estragou meu vestido e ainda diz que foi nada pro seu amigo?
– Tá bom, tá bom. Eu pago outro refrigerante e te dou outro vestido. É só me dizer onde você mora, que eu mando entregar. Ou se preferir te dou o dinheiro e você mesma compra?
Volkan abre a carteira e começa a retirar algumas notas.
- Acho que essa quantia paga seu prejuízo mocinha.
Luna aborrecida com a falta de sensibilidade de Volkan puxa o dinheiro de sua mão.
– Olha o que eu faço com seu dinheiro.
- Hei não faça isso menina!
Luna pega o dinheiro da mão de Volkan e joga em cima dele.
Kaan fica rindo e ambos olham Luna ir.
– Esquentadinha ela heim?
– Até demais pro meu gosto.
Luna vai ao encontro de Ceren e Sila suas amigas, que vieram em sua direção.
– Garota doida.
- De onde ela saiu?
- Sei lá. Apareceu na minha frente do nada e me acusou de ter derrubado refrigerante em seu vestido.
- De fato o vestido dela ficou todo manchado.
Kaan ri e Volkan respira fundo arrependido.
- Você tem razão. Eu podia ter ajudado a menina.
- Agora não dá mais tempo.
- Pra onde ela foi?
– Vamos Volkan. Senão nos atrasamos.
Volkan segue com Kaan olhando para os lados na esperança de ver Luna novamente.
– Onde você estava Luna?
Ceren e Sila olham o vestido de Luna todo manchado.
– O que houve? O que aconteceu com seu vestido?
– Um doido Ceren, que esbarrou em mim e derrubou nossos refrigerantes.
– Vou comprar outros. Não tem importância Luna. Fica aqui com ela Ceren.
- Tá bom Sila te aguardamos aqui.
– Olha o que ele fez.
Luna chateada mostra o vestido.
Kaan e Volkan conversam no vestiário.
– Olha o que ela fez.
A camisa de Volkan também estava toda manchada.
– Não faz m*l. Troca a camisa depois do jogo.
Volkan tira a camisa molhada de refrigerante e coloca o uniforme do jogo, pensando em Luna e no encontro que teve com ela.
- Tenho que admitir, que você é linda princesa.
Volkan murmura enquanto troca sua roupa.
No estádio, o locutor anuncia a entrada dos três jogadores.
Locutor – Tünaydin. Vamos chamar agora os ex jogares idealizadores responsáveis por esse evento. Sem eles seria praticamente impossível ajudarmos, os sobreviventes do grande terremoto, ocorrido na Turquia. Nossos agradecimentos aos campeões invictos do basquete profissional da Turquia: Enes, Kaan e Volkan.
Os três ex jogadores de basquete entram ovacionados e iniciam o jogo amistoso contra a Itália.
– É ele!
– Ele o quem, Luna?
– Ele quem derrubou nossos refrigerantes.
Ceren e Sila se olham e falam juntas.
– Volkan?
Embora o estádio esteja inflamado de gritos dos fãs, Luna não ouve nada, só a voz de Volkan ressoar em seu ouvido como música suave.
- Quem era aquele homem e por que ao esbarrar com ele, um conserto musical aconteceu em seu interior?
Na quadra Volkan busca entre tantos rostos ver novamente o rosto dela, a menina que ainda pouco havia lhe roubado o equilíbrio.
- Onde ela estará? Preciso vê-la outra vez.
Pensa Volkan ao olhar minuciosamente cada pessoa na arquibancada.
Até que seus olhares se encontram, no meio da multidão.