Volkan vê Luna na fileira de baixo da arquibancada.
– Volkan?
Luna olha em sua direção sem conseguir desviar o olhar.
– Ele se chama Volkan, ex jogador de Basquete da Turquia.
– Campeão pelo Besiktas.
– Minha irmã sai com o irmão dele Ferhat.
– Mesmo?
Ceren sacode a cabeça que sim.
Luna olha Volkan, que acabara de marcar uma cesta, levando o estádio ao delírio.
– Você não o conhecia Luna?
– Vocês sabem que não acompanho futebol, basquete, voleibol, que papai não gosta que mulheres lá em casa vejam isso. Só ele e meu irmão podem assistir.
– Não sei como você veio hoje aqui.
– Nós mentimos pro Sr.Efe é claro. (riem)
– Alah me perdoe.
O jogo dá uma parada pra limpar o chão molhado de suor.
– É ela.
Volkan olha para Luna e sabe que algo estranho está acontecendo.
– Ela quem irmão?
– Uma longa história Enes. Te contamos depois.
O jogo recomeça e Volkan faz outra cesta e pisca pra Luna.
– Eu não acredito que ainda tenha coragem de piscar.
- Espero que ela saiba que foi para ela.
Pensa Volkan ao voltar à posição na quadra.
– O que foi que disse Luna?
– Que já estou cansada de estar aqui.
Luna disfarça não estar gostando do jogo, quando na verdade, o que ela mais quer, é ver novamente Volkan de perto.
– Já vai acabar o 1º tempo.
– Há não seja boba Luna, depois do trabalho que eu tive pra convencer seu pai.
– Luna gosta mesmo é de dançar.
– Evet. Eu amo dançar.
O jogo termina o primeiro tempo, Luna e Sila decidem ir ao banheiro.
– Achei o Enes muito lindo. Há eu daria tudo pra conhecê-lo.
– Não exagere.
– Me espera aqui. Já volto.
Sila vai ao banheiro feminino e Volkan sai do masculino.
– Não! Você outra vez?
Diz Luna já ficando emburrada.
– Agora nós não nos esbarramos. Você não pode reclamar.
- Você sempre esbarra nas meninas, derrubando refrigerante nelas, quando você vem a esse estádio?
- Não. Hoje com você foi à primeira vez.
- E que história foi aquela de piscar os olhos para mim?
- É que apesar de você ser muito estressada também é muito bonita.
Luna e Volkan se olham e Sila chega cortando o clima existente entre eles.
– Até mais tarde Esquentadinha.
Volkan olha dentro dos olhos e sai.
– Parece que você e Volkan vão ficar se esbarrando a tarde toda.
Luna sente o corpo estremecer, a cabeça girar e nada mais importa só aquele olhar.
Não podia ser verdade, um encontro casual se transformar em uma paixão tão rápida.
Aqueles poucos minutos que esteve que Volkan em sua frente, foram os suficientes para entender que precisava fugir daquele lugar.
Aquele homem lindo não podia entrar na sua mente, já que seu pai no passado já havia lhe prometido a outro.
A outro que ela não conhecia, mas sabia que cedo ou tarde seria obrigada a se casar.
Não dava para se dar ao luxo de se apaixonar por alguém como Volkan, que julgou jamais voltar a ver.
Fugiria sim, dali o mais rápido possível, para não cometer a loucura de olhar novamente aqueles olhos.
- Como eu gostaria de ter tocado sua barba.
Pensa Luna sendo trazida de volta a realidade por sua amiga Sila.
- Vamos o jogo já vai recomeçar.
- Está ficando tarde Sila. Eu não posso demorar mais aqui.
- Só falta mais ou menos uma horinha.
- Estou com mêdo de meu pai descobrir.
– Está bem. Vamos lá chamar a Ceren então.
Novamente Volkan a vê chegar à arquibancada e percebe mesmo jogando, Luna chamando sua amiga na arquibancada para irem embora e se entristece.
- Preciso ir Ceren. Se meu pai descobre que menti, irá me castigar.
- Poxa que pena, mesmo sendo beneficente o jogo está fabuloso.
Luna com olhar também triste desce as escadas em direção ao estacionamento.
– Nem mesmo sei o seu nome.
Pensa Volkan ao ver Luna partir.
Ceren e Sila chegam à casa de Luna e entram para o quarto.
- Nossa como Kaan joga bem.
– Volkan é quem arrebenta.
– Nem me fale nesse nome.
– Luna o rapaz tem boas intenções.
– Como assim?
– Não vê? Promoveu um jogo beneficente, para ajudar os sobreviventes do terremoto.
- E também a reerguer o local do terremoto.
– Achei isso lindo.
– Não estou desmerecendo as intenções dele. Confesso que são nobres.
Luna pensa nele mais uma vez.
Volkan chega a casa com os amigos.
– Ela é uma atrevida. Isso sim.
Volkan dá uísque para os amigos.
– Uma atrevida bonita. Você precisava ver de perto Enes.
– Oh, parou! Vamos mudar o assunto.
Uma ponta de ciúmes domina Volkan nessa hora. A garota que sequer sabia o nome era bonita e ele não sossegaria até encontrá-la novamente.
– Ok. Vamos mudar o assunto. Volkan, você vai sair com a Buse?
Kaan e Enes riem
– Boa pergunta Kaan.
Kaan não perdeu a oportunidade de brincar com o amigo.
– Quantas vêzes, vou ter que falar com vocês, que não quero nada com essa garota?
– Você tem que dizer isso pra ela, que está esperançosa desde aquela noite, não é Kaan? (riem)
– Tudo que foi feito, foi em comum acordo.
– Enes tem razão, ela quer um relacionamento.
– Eu não prometi nada a ela.
– Aquela festa foi inesquecível.
Enes ri ao lembra-se.
– Enes já vai fazer um ano.
– Evet. Nunca bebi tanto. (sorri)
– Você não sente nada pela Buse mesmo?
– Já disse que não Kaan. Não sinto absolutamente nada.
Volkan levanta e vai para porta e olha a chuva fina de cai.
– Eu senti algo sim, mas não por ela.
Volkan fala baixinho, lembrando de Luna e do esbarrão que a fez segurá-la em seus braços.
- Eu preciso te ver novamente. Como farei princesa para cruzar novamente, meus caminhos com os seus?
Não há nada que Volkan possa fazer, a não ser esperar o destino colocar novamente essa garota em seu caminho.
A noite fria faz Luna levantar e retirar outra manta do armário.
- Alah, preciso esquecer esse homem. Ajude-me a dormir
Mais uma vez, Luna deita fechando os olhos, indo parar, num sonho lindo amor com Volkan.