Era fim de tarde quando saiu do mercado, Depositou as sacolas no porta-malas, e antes de pegar a estrada, decidiu parar no posto para abastecer. O sol já se pondo, escurecia na cidade. O frentista cuidava do carro, enquanto ele aproveitava para esticar as pernas. O corpo presente. O pensamento, longe. Foi então que uma moto encostou, o motor roncando forte. Ele lançou um olhar breve, sem dar muita atenção. Mas ao ver o motociclista tirar o capacete, veio a confirmação: a expressão inconfundível, o corte de cabelo. A moto foi abastecida e logo saiu do posto. Instintivamente, Maurício entrou no carro, girou a chave e engatou a primeira. O motor 1.6 estremeceu sob o capô. Adiante, a moto cortava o trânsito com destreza que falava de alguém acostumado a estrada. Em um trecho livre, Mauríci

