O ônibus partiu de madrugada, iluminando a estrada cercada pela neblina rasteira da serra. As curvas da Rio-Santos seguida da Rodovia dos Tamoios, a fizeram adormecer e acordar em ciclos, contemplando de passagem o verde da mata atlântica ser gradualmente transformada nas cinzentas marginais, viadutos, prédios e estações de trem. A Capital a recebeu como de costume: indiferente, imensa, úmida. Chovia fino. O céu cinza parecia feito de puro aço. Desceu no terminal rodoviário, atravessando a garoa com passos vagos e o peso da mala rangendo de um lado. No canto da calçada, o carro do pai, motorista de aplicativo, já estava a espera para acomodar a mala no bagageiro. O irmão caçula no banco de trás ao vê-la, abriu um sorriso de felicidade. — Íris! Tava com tanta saudade — expressou o g

