Narrado por Ricardo Monteiro Alves
Nem lembro como consegui chegar em casa depois da bebedeira de ontem a noite, mas eu cheguei. Depois da Larissa ter me contado sobre a gravidez saí de casa pra beber e tentar racionar como eu iria resolver esse problema que ela havia me metido. Lembro que bebi muito ontem no Clube Purple, um clube que eu e meus amigos temos o costume de ir, mas não lembro como fiz pra chegar em casa.
O copo de vidro arremessado pelo meu pai se estilhaçou na parede bem próximo ao meu rosto. O velho havia descoberto sobre meu rolo com a Larissa e pior ainda, sabia da gravidez. O filho da p**a era um desgraçado, raposa velha criada.
--- Você perdeu completamente o juízo seu moleque. --- A voz dele ecoou pelo meu apartamento e pareceu dar eco na minha cabeça. Grave, afiada, carregada de desprezo e de ódio. --- Uma bolsista da nossa faculdade, uma pobretona que não tem nem onde cair morta, grávida do meu filho. Você tem ideia de como isso suja o nosso nome? --- Respirei fundo tentando ter paciência e pensar com clareza, mas a enxaqueca que eu tava sentindo não me permitia ser muito eficaz nos meus objetivos.
O gosto amargo do álcool ainda estava na minha boca, a cobertura parecia pequena pra nós dois. Nunca me dei bem com o meu pai, principalmente depois da morte da minha mãe, ele nunca foi um pai bom ou amoroso mas não deixava de ser meu pai, tinha poder sobre mim e podia me destruir se quisesse.
--- Eu sou resolver pai. --- Respondei, seco. --- Ninguém vai saber, vou resolver isso. --- Falei confiante sabendo que tenho controle total sobre a Larissa e que por mais que ela falasse que não iria abortar, no final ela ia fazer o que eu mandasse. Ela sabia quem estava no comando.
--- Você vai resolver? Vai resolver quando em? Quando deixar de pensar com o p@u seu moleque? --- Ele foi se aproximando de mim, seu olhar frio parecia me analisar com indiferença, como se eu não fosse um nada pra ele, como se eu não valesse de nada e aquilo me dava um ódio, se eu pudesse o matava. --- Uma favelada pobretona grávida pode parecer insignificante, um nada, mas se não for resolvido de uma forma eficiente, acaba virando um escândalo. --- Meu maxilar se contraiu a cada palavra que ele pronunciava.
--- Ela não vai tirar nada da gente pai. Não vai sujar o nosso nome e nem vai pegar nem sequer um real do nosso dinheiro. --- Respondi com firmeza o olhando, c@r@lho, se eu tô falando que vou resolver é porque eu vou porr@.
--- Nosso dinheiro? O que está em jogo aqui é o meu dinheiro Ricardo. Você não tem nada! Tudo que você tem é porque eu te dou. --- Ele falou enquanto fechava os botões do paletó. --- Se a merda que você fez respingar na minha empresa, você vai perder tudo, eu te deserdo. --- O velho saiu fechando a porta atrás de si que bateu fazer um som alto estalar piorando ainda mais minha dor de cabeça.
Quando eu comecei a sair com a Larissa achei ela interessante, era uma garota que não vivia dando em cima de mim e muito menos me bajulando, achei ela bonita. Mesmo sendo preta e pobre ela tinha sua beleza, um corpo bonito, sou homem... Não tinha como não perceber.
Tomei um banho pra tirar o cheiro de bebida de mim, tomei um café forte e comecei a ligar pra Larissa, precisava falar com ela pra resolver logo esse problema, não faz nem 24 horas que eu descobri sobre essa merda e minha vida parece que virou do avesso. Liguei pra ela várias e várias vezes e sempre dava caixa postal, tentei outras vezes ao decorrer do dia e em nenhuma delas ela me atendeu. Essa filha da put@, deve tá de graça com a minha cara só pode.
A cada ligação perdida algo dentro de mim se alarmava, não era medo, era raiva. Não aceito perder o controle sobre nada, ainda mais quando se trata de Larissa, uma Zé ninguém que eu fodO que parece me querer fazer perder o controle das minhas próprias mãos.
Já era quase de noite quando decidi ir até ela naquele bairro de pobre que ela mora, pelo menos já sei o endereço de cor. No geral eu não me incomodava de ir lá, eu não morava lá mesmo, mas não vou mentir, eu não gostava de pobre no geral, odiava essa raça.
Estava chovendo muito quando cheguei no prédio dela, era um prédio velho de cinco andares que não tinha nem elevador, mas felizmente ela morava no segundo andar então já me adiantava muita coisa. Bati na porta e esperei ela abrir, como não abriu bati de novo, sabia que ela tava em casa, ela era órfã, não tinha ninguém a quem pudesse correr e pedir ajuda.
Quando Larissa abriu a porta, seu rosto estava pálido como se soubesse que era eu, sua rosto também denunciava seu cansaço, suas mãos passaram na barriga ainda plana dela e isso fez algo dentro do meu estômago revirar, era só o que me faltava, um pirralho com uma lascada pra eu aturar.
--- Você não está atendendo o celular. --- falei entrando na casa antes dela me convidar.
--- O que você quer? Estou ocupada. --- Sua voz saiu dura, ou melhor ela tentou fazer com que saísse mas dava pra ver que era só uma garota frágil.
Fechei a porta com o pé a encarando e a vi engolir em seco quando a porta se fechou.
--- Meu pai tá sabendo. --- Comuniquei e a observei vendo a forma que a informação a atingiu, eu era fissurado em ver as expressões no rosto dela, a forma como as coisas a afetavam, tanto atitudes quanto palavras, ela era muito fácil de ler.
--- Como? --- Indagou como se não acreditasse no que havia escutado.
--- Não importa mais. --- Respondi passando a mão pelo meu cabelo molhado pela chuva. --- Meu pai deixou bem claro: ou eu resolvo isso ou eu perco minha parte na herança. --- Ela cruzou os braços me olhando e dessa vez parecia que era ela quem me analisava.
--- Então você veio aqui por dinheiro. --- Um sorriso debochado se formou nos lábios gostosos dela, c@ralho de boca gostosa.
--- Até que você é bem inteligente né amor? Meu pai deu o veredito ou eu resolvo essa situação com você ou ele vai soltar a minha mão. --- Tentei tocar nela mas ela se afastou.
--- Resumindo, ou você me abandona grávida ou seu pai abandona você e você perde sua vida de playboy. --- Avancei sobre ela e a agarrei pelos braços.
--- Você não entende porr@. Não é só dinheiro, é o meu nome Larissa! É o legado da minha família. É a porr@ da minha vida c@r@lho! ---
--- E a minha? E a minha vida Ricardo?--- Ela retrucou, seus olhos já estavam cheios de lágrimas. --- Você acha que é fácil pra mim por acaso? --- Tô pouco me fudendo pra isso, Larissa cresceu sem nada, não tem nada a perder já eu tenho e muito.
--- Você vai fazer um aborto e tirar isso. --- Quando avisei ela segurou a barriga me olhando com desprezo tentando se livrar do meu aperto.
--- Não! --- Gritou firme. Minha vontade era de socar essa put@ teimosa pra ela entender de uma vez que eu era quem mandava.
--- Você vai! Eu já decidi. Vou pagar tudo, vai ser numa clínica ótima, você vai sair de lá novinha em folha, eu prometo. --- Tentei a persuadir mas ela balançou a cabeça rapidamente negando.
--- Eu disse que não Ricardo. --- Normalmente tudo que eu falava Larissa acatava, mas agora, por causa de uma coisa que ela nem sabia que existia até poucas horas atrás, que ela nem queria, ela havia se transformado.
Não me aguentei e a beijei, estava com raiva e também desesperado pra resolver essa merda logo. O gosto dela era viciante, a boca dela... Se ela soubesse o que eu imaginava fazer com aquela boca, ela teria mais medo de mim. Assim como eu já esperava, ela correspondeu ao beijo na mesma intensidade, devia estar me odiando, mas o amor que ela sentia por mim era maior e eu sabia disso.
Rasguei o vestido velho e barato que ela estava usando, minhas mãos vagaram pelo seu corpo com precisão marcando cada parte, tudo ali me pertencia e era sempre bom lembrar que ali era meu território e era eu quem mandava.
--- Você vai fazer o que eu disser pra fazer. --- Avisei contra o seu pescoço e em seguida a marquei com um chupão.
Ela gemeu e eu a ergui, suas pernas se fecharam em volta da minha cintura como se soubesse o que fazer. Sua bucet@ ainda coberta pela calcinha roçava no meu p*u duro como a boa put@ que ela é.
A joguei contra a cama velha e tirei a minha roupa molhada, me posicionei no meio das pernas dela, tomei sua boca num beijo e entrei nela sem cuidado algum, eu tava com fome, t***o e raiva. Ela arfou contra a minha boca e me prendeu com as suas pernas puxando meu corpo para o meu p*u ir mais fundo.
Meus movimentos eram duros, queria fazer ela sentir dor, mas seu corpo me queria, já estava habituado ao meu. Suas mãos cravaram nas minhas costas me marcando e ela gemia alto.
--- Você gosta de ser usada né putinh@? --- Rosnei no seu ouvido e sai de dentro dela, ela me olhou sem me entender mas não perdi tempo me explicando, a virei de bruços na cama e ela logo entendeu ficando de quatro. Penetrei ela novamente num único empurro, suas costas arquearam e ela gemeu, segurei seus cabelos com a minha mão puxando seu pescoço para trás deixando ela toda entregue a mim e deferi um tapa estalado na b***a dela.
Ela me xingou, gemeu, seus quadris respondiam a cada movimento meu.
Quando a bucet@ dela se contraiu ao redor do meu p*u gozando senti o gosto da vitória, ela iria fazer o que eu havia mando ou eu mesmo não sabia do que seria capaz de fazer com ela. Gozei dentro dela logo depois com o seu nome escapando da minha boca.
Recuperei minha respiração e sai de dentro dela, ela se virou me olhando ficando sentada na cama apoiada entre as pernas, não sei se ela fez de propósito mas aquela posição me dava uma visão perfeita da b****a gulosa dela pingando a minha porr@.
--- Amanhã eu te ligo com os detalhes da clínica e a hora do procedimento. --- Avisei enquanto me vestia a encarando. Ela não me respondeu, mas seus olhos acompanhavam cada passo meu.
--- Eu achei que... --- Eu sabia o que ela achava, mas isso não me importava.
--- Não importa, o que importa agora é resolver isso aí. Eu não quero ser pai e eu não vou ser Larissa. Meu futuro já estava decidido antes mesmo de eu nascer e eu não vou perder tudo por conta de um buraco que eu deveria ter pago desde o início pra comer. --- Sai sem olhar pra trás batendo a porta.