Emily Petrov Assim que saímos da clínica, a sensação de inquietação tomou conta de mim. Eu o observei pelo canto dos olhos enquanto entrávamos no carro, mas ele não fez menção de se virar para mim. A sua postura estava rígida, ele abriu a porta para mim, deu a volta e entrou, os dedos ainda seguravam o volante como se estivesse prendendo algo dentro de si. - Você está bem? – perguntei, minha voz soando baixa no espaço fechado do carro. Ele apenas assentiu. Nada mais. Nenhuma explicação, nenhuma palavra a mais. Apenas um "sim" seco e distante. Senti um aperto no peito ao ver o seu rosto fechado. Algo mudou depois da consulta. Ele estava diferente, mais frio. O silêncio entre nós enquanto ele dirigia de volta para casa era ensurdecedor. Quando chegamos eu disse que iria à cozinha tomar á

