Falcão - Rio de Janeiro, 26 de abril, Complexo da Maré. Abri a porta da casa de Renata e deixei Kauã entrar, antes de entrar atrás dele. — Renata, precisamos conversar! — Eu falei depois que Kauã passou pra falar com ela e correu pro quarto pra tomar banho e trocar de roupa. — Eita... O que houve? — Ela perguntou franzindo a testa. — Senta e me ouve, beleza? — Ela assentiu e se sentou na cadeira da bancada, de frente pra mim. — Vamos precisar mudar Kauã de escola. — O que? Porque? Aconteceu alguma coisa? — Ela perguntou meio desesperada. — Mês passado eu recebi uns bagulhos e tinha uma lista no meio, meu nome lá com a minha cabeça valendo uma grana alta. — Políci ela dos detalhes da cabeça de Machado na minha mesa, mas mesmo assim ela fez uma cara espantada e eu continuei. — E nessa

