Uns homens da cidade, com roupa fina e papo de rico, vieram querer comprar nossa fazenda, oferecendo uma fortuna que daria pra viver como rei. Mas essa terra, essa casa, esse lar que a gente construiu com a Laysla, o Téo, o Bento e nosso menino Valério, não tem preço. Vou contar tudo direitinho, com cada pedaço desse causo, porque defender o que é nosso é mais que luta — é amor. Era uma tarde quente, daquelas que o sol parece grudar na pele. Eu tava no curral, conferindo o gado, quando vi uma carroça diferente parando na entrada da fazenda. Não era das nossas, nem de nenhum vizinho. Tinha dois homens, vestidos com paletó e chapéu de feltro, coisa que a gente só vê na cidade grande. O Téo, que tava consertando uma cerca, me olhou de longe, com cara de “quem são esses?”, e o Bento, que c

