Olha, às vezes eu paro e penso: como é que eu, uma mulher de 2025, acabei aqui, no interiorzão de mil novecentos e bolinha, com três maridos caipiras, um filho que é a luz da minha vida e uma fazenda que tá virando referência na região? É tipo um roteiro de filme sci-fi misturado com novela de roça, mas é a minha vida, e eu não trocaria por nada. Esses dias, a fazenda tá dando um salto, plantando culturas mais lucrativas como café e algodão, e eu tô botando meu conhecimento do futuro pra jogo, ensinando técnicas de irrigação e armazenamento que vão fazer a diferença. O Isidóro, o Téo e o Bento me olham com aquele misto de orgulho e “como essa mulher sabe tanto?”, e o Valério, meu menino de seis anos, já tá começando a entender que a mãe dele veio de um lugar bem diferente. Vou contar

