Já tinha virado costume acordar com saudade da minha cabritinha. Ela fazia uma falta danada e eu num tô falando de me deitar com ela, Laysla é divertida, faladeira e carinhosa demais. A fazenda andava vazia sem os riso dela, sem ela pelada correndo no terreiro ou xingando nós tudo do jeito dela, mesmo com aquele jeitinho enjoado que ela tentava disfarçar. A casa tava sem alma. Faziam dias que ela tinha sumido naquele clarão, e só Deus sabia onde tinha ido parar. Eu tava na estufa colhendo uns tempero — cheiro-verde, manjericão e hortelã — pra preparar o almoço. Lembrei que ela gostava do ovo mexido com salsinha por cima. Até aquilo eu fazia mais ou menos do jeito dela, só pra sentir que ela ainda tava perto. Foi aí que eu ouvi o estrondo. Veio do pasto de cima, bem lá onde ela tinha a

