Capítulo 1
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Eva
Seis da manhã, que droga! Hoje começava o último ano do ensino médio e eu já me sentia sem saco para começar tudo de novo. Mas eu era obrigada a estar nessa escola que aliás eu odiava, mas havia sido uma exigência do meu pai, Henrique Knnox. E tudo isso por causa do que ele chamava de mau comportamento e se eu não fosse estudar nessa escola que era o inferno de rigorosa, eu teria que ir morar com ele e isso era a última coisa que eu queria que acontecesse. Eu estava com dezessete anos e atualmente eu morava com a minha mãe, Beatriz, que depois do fim do divórcio voltou a usar seu nome de solteira. Então era só Beatriz Lizzie Scott. Era eu e ela apenas, desde que meus pais se separaram minha mãe não reconstruiu a vida e isso já faz uns cinco anos.
Meu pai já estava muito bem com sua nova esposa, que por sinal foi com ela que ele estava antes de realmente se separar da minha mãe. Seu nome era Laura e eu não ia muito com a cara dela, acho que o fato de ela ter ajudado a separar minha família era o maior motivo para eu não querer assunto com ela. Eles tiveram um filho, Henrique, e sim, eles colocaram na pobre criança o mesmo nome do meu pai, dá para acreditar? Henrique hoje está com quatro anos e esse sim eu amava, ele era uma criança maravilhosa e doce.
Meu pai era um advogado de renome e ganhava um bom dinheiro com casos que eram considerados quase impossíveis de serem inocentados. Ela era muito bom no que fazia, mas isso fazia com que eu quase nunca o visse, afinal ele já tinha uma nova família.
Me sento na cama e desligo o despertador do celular. Pego o porta retrato na mesa de cabeceira, era uma foto minha com a minha mãe, ambas estávamos com os cabelos ao vento na praia sorrindo para a foto. Essa foto tinha sido tirada a três anos no Caribe e desde então não tínhamos mais viajado, ela estava sempre trabalhando.
Minha mãe ainda era uma mulher muito bonita, seus cabelos castanhos batiam abaixo dos ombros ondulados do meio para as pontas, ela tinha um corpo esbelto bem distribuído pela sua altura e era morena clara. Já eu não tinha puxado quase nada dela. Meus cabelos eram loiros e quando digo loiro, é loiro mesmo, até mesmo os pelinhos fininhos do meu corpo eram loiros. Eu era muito parecida com meu pai. Minha pele era branca do tipo que ficava vermelha por muito sol e eu não gostava muito disso. Gostaria que fosse como a pele dourada da minha mãe, mas enfim... Meus olhos eram verdes acinzentados como os do meu pai. Não tinha nem como negar que eu era realmente filha dele.
Me arrastei para o banheiro e tomei um banho rápido. Me enxugo e me enrolo na toalha indo para o closet pegar o meu uniforme, sim era obrigatório o uso do uniforme nessa droga de escola. Mas eu também usava do meu jeito, jamais que eu ia usar aquela saia cafona abaixo do joelho. Eu tinha pedido para Leonor, a governanta que trabalhava aqui em casa para diminuir para mim, alegando estar muito grande. Ela relutou um pouco desconfiando da minha desculpa, mas no fim ela tirou um bom pedaço do tecido, o que deixou a saia batendo dois dedos abaixo do meio das minhas coxas. Coloquei a saia e comecei a abotoar a camisa branca e em seguida coloquei as meias e puxei sobre os joelhos. O uniforme poderia ser usado tanto com meia preta quanto com meia branca, mas quando usasse as meias pretas, deveria usar a camisa preta para não ficar destoando a organização da escola como dizia a diretora Geórgia. Dou um suspiro ao pensar em toda essa burocracia, não vejo a hora de acabar o ano. Penteio os cabelos, passo um gloss nos lábios e por fim coloco os sapatos pretos, puxo a mochila sobre os ombros e desço as escadas indo em direção a cozinha e Leonor já coloca na minha frente um pedaço de bolo de chocolate porque sabe que eu amo.
— Obrigada Leonor. Só vou comer isso porque não estou com tanta fome hoje.
— Tudo bem menina, mas não deixe de comer algo na escola para não ficar muito tempo sem comer. Você sabe que sempre passa m*l quando isso acontece.
— Pode deixar Leonor. Eu digo dando uma mordida no bolo e em seguida beijando a bochecha dela. Ela já está nessa casa desde que eu tinha meus oito anos, então é como se ela fosse da família.
— Ande, se apresse ou irá se atrasar, o Raul já está esperando. - Raul era o motorista que meu pai tinha contratado para me levar na escola. O senhor Henrique dava um bom dinheiro de pensão para garantir que eu tivesse tudo, já que a presença dele, ele não dava a um bom tempo. Eu também poderia pegar o ônibus do colégio, ele passava em frente a minha casa pegando cada aluno, era muito confortável, mas para ir nele eu teria que ter acordado mais cedo, então não ia rolar.
— Ta certo já estou indo. Dou um beijo na bochecha dela e saio pela porta da cozinha onde vejo Raul me esperando encostado no carro. Raul tem vinte e quatro anos e foi contratado pelo meu pai porque além de motorista, também era um segurança. Ele era alto, forte, cabelo castanhos cortado no estilo militar. Eu suspeitava que ele tinha uma queda por mim, já que várias vezes o vi me olhando pelo retrovisor do carro, mas ele sempre me respeitou. Resolvi que ia testa-lo para ver se eu estava certa a respeito disso. Parei extremamente perto dele, invadindo seu espaço pessoal e olhei diretamente nos seus olhos castanhos, colocando a mão no seu braço.
— Estou pronta Raul, vamos?— Ele engoliu seco olhando direto para os meus lábios. suprimi um sorriso... Definitivamente ele tem uma queda por mim, gostei de saber disso. Qualquer hora vou explorar mais isso.
— Claro senhorita, vamos. Ele fala abrindo a porta para mim.
— Me chame de Eva. — Digo entrando no carro deixando um pedaço da minha coxa a amostra e ele não conseguiu evitar olhar.
— Ok, Eva então. Mas na frente dos outros manterei o tratamento.
— Tudo bem. Eu digo e assim que ele fecha a porta, se senta no banco do motorista e põe o carro em marcha.
Rapidamente chegamos na escola. Eu agradeço ao Raul e já vou em direção ao meu grupo de amigos, Elizabeth, Bernardo e Paula.
— Animada? — Bernado pergunta colocando as mãos no meu ombro.
— Nem de longe. — Respondo com o ânimo que eu realmente sentia. Mas antes que ele pudesse dizer algo a diretora Geórgia chega.
— Eva, Paula, Elizabeth e Bernardo, por acaso não ouviram o sinal tocar? Por que não estão na sala ainda? Querem que seus pais recebam já no primeiro dia a primeira notificação do ano? — Que droga, aqui a gente não tem um minuto de paz mesmo.
— Já estávamos indo diretora, relaxa. — Bernardo levanta as mãos se rendendo e juntos nos encaminhamos para a primeira aula do dia, português com a professora Mariah. Sentamos todos juntos na última fileira de carteiras da sala.
— Ela parece que deu uma emagrecida nessas férias ou era impressão minha? — Paula fala se referindo a professora enquanto ela está de costas escrevendo no quadro.
— Ouvi dizer que o marido se separou dela, deve ser por isso. — respondeu Beth.
— Melhor coisa que ela faz por ela, ficou até mais bonita. — Eu disse. Eu até que gostava da professora Mariah, ela era daquelas almas boas que sempre tentam ser gentis e ajudar. Quando a aula dela acabou ficamos esperando o professor de matemática, mas nada de ele chegar. A turma já estava conversando bastante quando a diretora chegou.
— Silêncio alunos! O professor Jorge não poderá mais dar aula para vocês. Infelizmente descobriu um problema de saúde e para se tratar em tempo integral pediu desligamento de suas atividades. Nesse caso vocês só terão a próxima aula depois do intervalo. Mas não se preocupem, já estou resolvendo tudo para a chegada de um professor substituto. — Creio que o povo só ouviu a parte de que iam ficar sem aula porque todo mundo gritou e se animou mais ainda. Depois disso fomos para o intervalo, pegamos algo para comer e nos sentamos na mesa de sempre no refeitório da escola.
O restante do dia ocorreu chato e monótono, sem grandes imprevistos. Quando deu o horário de sair Raul estava lá novamente na porta da entrada da escola encostado no carro para me levar para casa.