Capítulo 107 CAMILA NARRANDO 🐾 Meses depois... Eu não fui embora. Nem quando me mandaram descansar. Nem quando disseram que ele podia ficar dias, semanas, inconsciente. Nem quando a médica me olhou com aquele olhar que dói mais do que qualquer resposta e disse: “Talvez ele não volte.” Talvez. Mas eu tava aqui. Grávida. Exausta. Com o coração aos pedaços. E com a alma… ajoelhada ao lado do amor da minha vida. Todo santo dia, eu entrava nessa UTI com o mesmo ritual. Botava o jaleco. Amarrava o cabelo. Respirava fundo. E segurava a mão dele. A mão calejada, grande, que tantas vezes me protegeu, me amou, me puxou pra perto. Agora… fria. Inerte. Mas ainda dele. Do meu Jacaré. Sentei ao seu lado e como sempre comecei a conversar com ele: — E hoje o seu filho resolveu chu

