Capitulo 16

1521 Words
- Senhora _______! - Will saúda animado enquanto eu ainda o olhava confusa - Quanto tempo! - Mas você... Você...Vocês? Eu? - tentei falar mas acabei me embolando toda com as palavras, enquanto o porteiro se aproximava de mim parecendo animado. - Aonde você está morando? - ele perguntou segurando minhas mãos - Fiquei preocupado com você. - Em uma república com... - parei de falar e me virei para o Finn que nos olhava confuso - ... Ele. - Oi, eu sou Kim Finney. - Finn sorriu estendendo sua mão para o Will. - Eu sou o Will e esse é meu namorado Nateniel. - ele apresentou e eu me senti a pessoa mais lerda do mundo. Eu conheço o Will a três anos, e nunca me passou pela cabeça a hipótese dele ser gay. Não que eu tenha algo contra isso, mas como que eu não percebi antes? - Nataniel? - Finn perguntou confuso. - Não, é Nateniel. - o mecânico riu e eu quase caí para trás, com aquele sorriso charmoso que ele tinha - Meu pai estava muito nervoso quando me registrou e acabou trocando as letras. - Por que você nunca me falou que tinha namorado? - Will sussurrou ao meu lado e eu arregalei os olhos quando o Finn se virou para nós. - Ele não é meu namorado. - falei rapidamente recebendo um olhar duvidoso do porteiro - E você? Por que nunca me contou que tem namorado? - A senhora nunca perguntou. - ele deu de ombros e eu revirei os olhos. - Eu já pedi para você não me chamar de senhora! - Senti saudades de ouvir você falar isso. - Will riu animado e eu fiz uma careta, me lembrando das várias e várias vezes que eu pedi para ele parar de me chamar assim - Seu apartamento ainda não foi alugado, dá tempo de você voltar para ele. - Isso é uma notícia maravilhosa! - falei animada já com saudades do meu cantinho. Eu estava gostando de morar com os garotos, mas ainda sim, sentia muita falta da minha casa e agora que tenho altas chances de conseguir um emprego, eu vou poder voltar para meu canto. - Você tem previsão de volta? - Will perguntou abraçando o namorado e eu neguei com a cabeça. - Ainda não, mas pretendo voltar em breve. - sorri e senti o olhar do Finn pousar sobre mim e o olhei de volta - O que foi? O Finn não me respondeu, apenas deu de ombros voltando a olhar para frente. - Vem, vamos te levar até seu carro. - o mecânico me chamou com um aceno para adentrar ainda mais no estabelecimento e eu o segui em silêncio junto com o Finn . - Então, você pretende sair da república? - Finn finalmente perguntou atraindo minha atenção. - Bom, não pretendo sair dela agora. - encolhi os ombros - Mas quando eu estiver bem financeiramente, sim, eu pretendo. - Entendi. - ele murmurou. O mecânico me levou até uma área mais fechada e eu quase chorei quando vi meu neném alí. Me aproximei do meu carro junto com o Nateniel, e abracei o capô do mesmo enquanto o Finn ficava parado um pouco mais atrás junto com o Will. - Ele já está curado? - perguntei e o mecânico me olhou confuso. - Um carro curado? Senti meu rosto corar quando percebi que novamente estava tratando o Harold como um ser humano e me afastei do capô, me endireitando no lugar. - Já consertou ele? - Ainda não, seu carro estava com muitos problemas de elétrica, e a quanto tempo você não fazia manutenção no motor de arranque? - Arrancar o quê? - perguntei confusa e o mecânico me olhou assustado. - Qual foi a última vez que você levou seu carro no mecânico? - Semana passada, quando eu vim aqui. - brinquei mas não recebi nenhuma risada vinda do mecânico, então engoli em seco envergonhada - Faz tempo. - Eu notei. - ele franziu o cenho - Vai demorar um pouco para ele ficar pronto. - Quanto tempo? - perguntei assustada. - Não sei dizer. Apenas concordei triste com aquilo, e me virei para o Finn que conversava com o Will e pedi para irmos embora. Dei meu número para o mecânico, pedindo para ele me mandar mensagem quando meu carro estivesse pronto e me despedi do Will, saindo da mecânica com o Finn . - O que você acha de dar uma volta no parque que tem aqui perto? - Finn perguntou chamando a minha atenção - o Will me disse que tem um lago incrível lá. - Eu quero. (...) Finn abriu a porta da República para mim e eu agradeci adentrando a mesma, mas travei quando notei cinco garotos com expressões preocupadas na sala, ou melhor, quatro já que o Tyler estava sério mordiscando sua unha. - Que caras são essas? - Finn perguntou confuso atraindo a atenção deles para nós. - Aonde vocês estavam? - Henry perguntou revezando seu olhar entre nós. - Fomos ver o meu carro. - expliquei tirando meu casaco, mas percebi que eles ainda pareciam estar preocupados com algo - Gente, o que houve? - O Dylan caiu e machucou a perna, me ligaram e me liberam mais cedo para que eu buscasse ele. - Peter explicou e eu arregalei os olhos assustada, olhando em volta procurando o Dylan mas ele não estava ali. - E onde ele está? - No quarto, acabamos de voltar do hospital. - Tyler quem respondeu, parecendo estar mais interessado em olhar sua unha do que me olhar. - Hospital? - foi Finn que perguntou ao meu lado assustado - Foi tão grave assim? - Não muito, ele torceu o tornozelo e vai ter que ficar um tempo com uma tala. - Peter respondeu e o Finn foi em direção as escadas, acho que para falar com o garoto. - Quando vocês saíram? - Matthew me questionou quando eu sentei ao seu lado no sofá. - De manhã. - E ficaram até essa hora na rua? - ele ergueu um das sobrancelhas e eu dei de ombros. - Sim, nós demos uma volta. - Ah. - Matthew murmurou se virando para frente. - Você conseguiu falar com os donos do cachorrinho? - perguntei o olhando e ele encolheu os ombros. - Não, eles não atendem nenhuma das minhas chamadas. - E cadê o cachorrinho? - No meu quarto dormindo. - ele sorriu olhando para baixo - Ele é uma ótima companhia. - Você não está pensando em ficar com ele, né? - perguntei rindo ao notar o tom carinhoso que o garoto usou para falar do cachorrinho. - Talvez. - ele se virou para mim risonho - Nós poderíamos ficar com ele juntos. - Juntos? - Sim. - ele abaixou o rosto envergonhado - Você seria a mamãe e eu o papa... - Vou ver se o Dylan quer descer. - Dean murmurou se levantando do sofá e indo em direção as escadas. - Eu vou para qualquer canto que não tenha vocês. - Tyler resmungou emburrado e se levantou apressado do sofá. - Já ligaram para você, _______? - Peter perguntou chamando a minha atenção - Sobre o trabalho. Meu Deus! O trabalho! Como eu pude ter me esquecido de ver isso? Acho que eu fiquei tão entretida com esse passeio com o Finn , que acabei esquecendo de olhar meus e-mails. - Acredita que eu nem vi isso ainda? - perguntei fazendo o Peter rir. - Jackson perguntou por você. - Jackson? - perguntei, mas franzi o cenho quando uma voz falou junto comigo e me virei para o Henry , que assim que notou o meu olhar, corou voltando sua atenção para a tv. Óbvio que eu me lembrava quem era o Jackson, só fiquei confusa por ele ter perguntado de mim. - Ele não quer descer. - Dean falou descendo as escadas - Ele disse que quer ficar lá. - Mas ele já jantou? - perguntei me levantando do sofá. - Ainda não. - E ele não vai descer para comer? - Acho que não. - Dean franziu as sobrancelhas confuso. - Eu vou lá falar com ele. - avisei indo em direção as escadas. Passei pelo Dean que continuava parado no lugar, e subi rapidamente as escadas chegando no corredor. - Eu já disse que estou bem, hyung! Eu posso muito bem ir para a faculdade! - ouvi a voz do Dylan soar irritada dentro do seu quarto, já que a porta estava meio aberta. - Você não irá para faculdade amanhã, Dylan. - Finn falou sério e eu espreitei pela porta, conseguindo ver o Finn de pé ao lado da cama com os braços cruzados e o Dylan deitado na cama com o pé machucado sobre uma almofada - E fim de conversa. - E o que eu vou ficar fazendo o dia inteiro? - Dylan perguntou parecendo ainda mais irritado. - Companhia para a Melanie__. - Finn falou deixando tanto eu quanto o Dylan paralisados no lugar. Amanhã será um longo dia.
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