Marcelo
Saiu da casa dos meus pais preocupado com o futuro que Marcela está procurando para ela, eu estou vivendo nesse mundo do crime a sete anos, observo tudo cada passo dado aqui dentro desse morro, muitos pais trabalham e os filhos ficam sozinho e acabam se envolvendo no mundo do crime, outros são como a minha irmã descabeçada, não sei até quando vou conseguir segurar ela.
— Dentinho a Marcela está na viela de baixo se pegando com um moleque da quebrada.
— Valeu Buiu volta pro seu posto, eu estou indo lá.
— Dentinho eu estava indo-te procurar, estamos na correria para trazer uma ONG para a comunidade, você nos apoia?
— Fabão eu preciso resolver um problema sério agora, marca uma reunião com os representantes da comunidade daqui a duas horas e pede para os pais dessa molecada está lá também.
Fabão é um homem idoso que no passado fazia parte da criminalidade, mas foi participar de um assalto levou um tiro e quase morre, ficou alguns anos preso e quando saiu resolveu seguir outro caminho, hoje ele é presidente da sociedade amigos de bairro e trabalha ajudando os jovens a sair do crime, na sociedade temos cursos de informática, dança, capoeira e grafite, o Fabão junto com a senhora Joana cuidam das crianças da comunidade, eles ajudam nos deveres da escola e ajudam os professores que dão cursos, às crianças tomam a café da manhã e almoçam antes de ir para a escola, a turma das crianças que ficam no período da tarde chegam almoçar e também tomam café da tarde antes de irem em bora, foi uma forma que eu junto com o Fabão e alguns pais conseguimos para evitar que mais crianças se inicie no mundo do crime.
Estou chegando na viela que viram a Marcela.
— Marcela o que eu te avise?
— Foi mau Dentinho eu e a loira...
— Foi o m*l é o c*****o, Prego leva esse vacilão pro barracão e da um corretivo nele.
— Calma aí dentinho vamos desenrolar a fita.
— Prego eu já mandei levar esse vacilão daqui ou você esta esperando eu da um corretivo nele aqui mesmo.
— Marcelo você não é meu pai para chegar me enquadrando.
— Vou te mostrar quem eu sou.
— Marcelo para você está me machucando.
— Vamos que eu vou te dar uma coça é em casa.
Chego em casa com a Marcela gritando.
— Vamos pro quarto agora.
— Pai me ajuda o Marcelo está me machucando.
— Marcelo meu filho o que está acontecendo? Você está machucado a sua irmã.
— Ele me bateu na viela mãe
— Eu vou-te quebrar inteira para você aprender a ficar se esfregando com vagabundo em murro, sua v***a, é assim que você quer ser tratada e assim que vou te tratar.
— Para Marcelo você vai machucar a minha filha.
— Maria deixa ele corrigir.
— Você é pai dela vai deixa ele machucar ela.
— A Marcela estava precisando de um corretivo faz é tempo, cansei de avisar ela.
— Papai ele vai me matar.
— Olha para mim Marcela hoje foi a última vez que você me desobedeceu, amanhã mesmo vou atrás de um colégio interno para colocar você, você só sai de lá de maior.
— Não Marcelo pelo amor de Deus, eu prometo me comporta, eu não quero ficar presa em um colégio interno.
— Por favor mãe me ajuda, eu não quero ir para um colégio interno por favor, eu prometo estudar e me comporta.
— Eu não vou te dar mais nenhuma chance sua filha da p**a, eu já conversei com você de todas às formas, você não quer aprender.
— Por favor Marcelo eu prometo não falar mais gírias, vou estudar e tirar boas notas.
— Marcos me ajuda o Marcelo está louco.
— Não me coloca nos seus problemas, eu te avisei que ele iria te arrebentar, você não me escutou.
— Que moral você tem para me corrigir Marcelo, você é o pior de todos ou você não percebeu.
— Ainda bem que você sabe que eu sou o pior de todos, pois agora você vai descobrir o quanto eu dou r**m.
— Marcelo para você está machucado a minha filha, olha o que você fez com ela, olha o rosto dela todo machucado.
— Ela não viu nada ainda vou mostrar para ela como eu sou o pior de todos.
— Filho chega sua mãe vai passar m*l.
— Levanta vamos subir pro barracão.
— Pai não deixa ele me levar para o barracão.
— Marcelo você pode ser o dono do morro, mas aqui dentro eu ainda sou seu pai solta a sua irmã.
— Está bem vou solta a parti de hoje vocês são responsáveis por a filha de vocês, não venho mais aqui e não quero ver a cara dela, na minha frente.
— Marcelo calma não é prá tanto.
— Como não é prá tanto Marcos, peguei ela se agarrando com um noia no beco.
— Marcela vai pró seu quarto,
depois nos conversamos.
— Não Marcos ele vai parar de falar comigo, Marcelo desculpa por favor eu prometo me comporta por favor não fica com raiva de mim.
— Estou indo embora tenho uma reunião com a comunidade, cuida da filha de vocês por que do jeito que vai logo vai esta aí drogada e cheia de filho.
— Filho calma eu vou conversa com ela não sai assim você está muito nervoso.
— Não se preocupe comigo, estou bem.
— Marcos pega um remédio de pressão para mãe, e fica de olho nela.
Eu saí da casa dos meus pais transtornado, perdi a cabeça quando vi a minha irmã se agarrando com um usuário de drogas do morro, eu bati nela, na rua e na casa dos meus pais, nunca tinha encostei um dedo nela, sempre tratei ela como uma princesinha, eu sempre procurei ter paciência conversa, mas cansei de querer que ela seja gente, se ela quer seguir o caminho errado que se f**a, depois não vem reclamar.
Quando o Buiu um dos olheiros do morro veio me avisar que a Marcela estava se agarrando com o filho do seu Paulo eu fiquei com tanto ódio que nem pensei, o moleque é um drogado que só dá trabalho prós pais, eu mandei levar ele para o barracão e da uma coça.
— Piolho cadê o moleque?
— Está lá dentro com o gerente.
— Ok obrigada.
Eu entro no barracão agora estou mais calmo, não deveria ter mandado trazer o moleque para cá a safada é minha irmã.
— Dentinho nós não demos um corretivo nele ainda, estávamos esperando você subir, ele é filho do seu João.
— Eu sei a sorte dele é só essa, o seu João é um homem trabalhador não vamos levar problema para ele.
— Todos que entra nesse barraco leva um corretivo, mas por causa do seu pai eu vou deixar você ir dessa vez, mas estou de olho em você.
— Valeu dentinho, eu não vou me aproximar mais da Loira eu prometo.
— Piolho fica de olho nele qualquer passo errado me avise.
O Piolho é responsável pela segurança do morro e o Palio é meu braço direito aqui no futuro vou passar a direção do morro para ele.
— Agora vou para reunião da comunidade.