A lua estava alta no céu, refletindo sua luz prateada sobre o mar que circundava a vila de pescadores. Cada onda parecia vibrar com uma energia própria, ondulando e quebrando suavemente contra os barcos ancorados, criando um ritmo hipnótico e ao mesmo tempo inquietante. O vento soprava frio, carregando o cheiro do sal, da madeira molhada e do peixe fresco recém-descartado pelos pescadores da vila. Para qualquer pessoa comum, era uma noite serena, quase mágica. Mas para Íris, cada detalhe tinha significado, cada sombra podia esconder perigo, cada reflexo na água era um aviso. Ela se mantinha próxima à janela da casa de Noah, os joelhos abraçados ao peito, o pingente de sereia pulsando com uma energia intensa contra seu peito, lembrando-a do oceano que fluía dentro dela, das águas que eram

