A noite envolvia a vila de pescadores como um manto espesso, carregado de silêncio e tensão. Cada casa de madeira, cada barco ancorado, cada corda pendurada nas amarras parecia pulsar sob a luz prateada da lua crescente. As ondas batiam suavemente contra o cais, refletindo o brilho lunar em padrões que pareciam dançar sobre a água, mas para Íris, cada movimento era um aviso, cada sombra carregava significado. A lua refletia-se na superfície do porto, e seus reflexos tremeluzentes criavam uma sensação quase mágica, mas também perigosa, como se a própria noite estivesse observando cada passo, cada respiração. Ela permanecia em pé junto à janela da casa de Noah, os joelhos dobrados contra o peito, o pingente de sereia pulsando com uma energia quase palpável contra sua pele. A sensação do oce

