A caverna parecia respirar junto com Íris, cada passo ecoando como se a própria pedra estivesse contando histórias há muito guardadas. O ar estava úmido, pesado e levemente salgado, lembrando-a do oceano, mas ao mesmo tempo carregado de algo antigo e secreto, como se cada sombra tivesse memória própria. Elias permanecia ao lado dela, atento, a lanterna lançando feixes que dançavam sobre as paredes irregulares, revelando sinais que poderiam passar despercebidos para olhos inexperientes. Íris segurava firme o diário deixado por sua mãe, os dedos trêmulos de emoção e expectativa. Cada palavra, cada linha escrita com delicadeza e força, parecia pulsar com vida própria. Era como se sua mãe estivesse ali, guiando-a, falando com ela diretamente através do tempo. Ela respirou fundo, tentando abso

