Capítulo 5

1479 Words
Com a chamada encerrada fico parada pensando na logística de domingo, acredito ser melhor ele vir aqui para chegarmos lá juntos e também para combinarmos o que vai ser dito e como vamos agir. Fico perdida em meus pensamentos e acabo cochilando. Acordo com o meu celular tocando. Era uma videochamada da minha amiga. - Oi amiga tá tudo bem? Você não apareceu hoje e fiquei preocupada mesmo sabendo que pode ter a ver com a noite de ontem. - Oi Jú! Sim saí da reunião, almocei com o meu pai pois ele disse que tinha compromisso para o jantar e vim para casa, para me recuperar. - Ah tudo bem então fiquei preocupada, minha amiga desalmada some sem deixar nenhuma notícia. Bom, vou para casa também, estou exaurida. - Sim, Jú descansa só vou te contar algo antes de desligar, meu pai sabe o que estou fazendo, quanto ao Carlos não me repudiou de forma alguma só pediu que eu tomasse cuidado para não me machucar. E assim que eu cheguei em casa Sandra me ligou, disse que um passarinho contou a ela que eu tenho alguém e agora temos um almoço na casa deles no domingo. - Quanto ao seu pai, minha cara, como sempre nada escapa ao Sr. Borges não é? Eu tinha certeza que ele iria descobrir. Agora quanto a Sandra sabemos muito bem que não foi um passarinho, foi uma galinha de macumba magricela que ouviu da boca do i****a cretino do noivo dela. Dois ridículos! Não devem ter nada melhor a fazer do que ficar falando sobre você. - Deixa para lá, tenho que me concentrar agora em o que combinar com o Carlos né. - Sim isso é verdade, bom quanto a isso, Cássio está vindo passar esse final de semana comigo, poderíamos marcar de sair amanhã a noite. Encontro duplo! Aí você tem mais tempo com o Carlos, vocês precisam se conhecer melhor não é? - Certa como sempre, amanhã marcamos certinho. Agora que você me acordou, preciso levantar, tomar um banho e comer alguma coisa. Até amanhã! Ela se despediu e desligou. Cássio é um amigo da época da faculdade que mora em Vitória - Espírito Santo, das poucas vezes que ele vem para cá ele e Júlia ficam juntos, honestamente eu não entendo esse “relacionamento” deles, mas quem sou eu pra julgar e opinar? Me levanto do sofá e parto para o banho, preparo um sanduíche reforçado para comer e fico o resto da noite assistindo série e comendo pipoca. Sei que preciso mudar meu estilo de vida e rotina, até que não me alimento tão m*l assim, o meu problema é comer na hora errada e a preguiça mesmo, não gosto e não faço exercício físico e o fator bebida alcoólica consumida regularmente, como resultado dessas coisas eu estou acima do peso. Na verdade não me incomoda muito, mas ser alguém conhecido e estar fora dos padrões, mesmo que seja pouco, coloca um alvo negativo nas suas costas. Acordo antes do despertador tocar, me levanto e vou direto para o banheiro, tomo meu banho e faço minhas necessidades, decidi lavar o cabelo mesmo sabendo que não teria tempo hábil de seca-lo. Coloco uma roupa típica de trabalho: jeans, camisa e sapato confortável . Como pão frito na manteiga com café preto e vou para o trabalho. A manhã foi puxada, uma das obras estavam finalizadas e era dia de inspeção final, graças a Deus tudo correu dentro do esperado agora era esperar a inauguração. Isso significava menos trabalho para mim, até começar a obra do ABC Paulista. Estive com o meu pai, coisa rápida, ele disse que estava esperando para ver como seria o almoço de domingo, tenho certeza de que ele está se divertindo com isso tudo. Vi Júlia por alguns instantes e ela enfatizou que eu tenho que falar para o Carlos de hoje a noite, concordei com a cabeça e ela seguiu com os seus afazeres. Era logo após o almoço, decidi ir atrás de Carlos, preciso avisar a ele do nosso inesperado almoço. Dirijo rapidamente até o Coliseu e saio em busca do mesmo, antes que o perca para a saída do horário de almoço. Encontro Carlos instruindo outros dois funcionários e reparei um pouco na cena antes de ser vista, ele dá as ordens firmemente mas sem perder o respeito e a educação com as pessoas em sua frente, não demora muito para eu ser notada, então ele pede licença aos seus colegas e caminha até mim: - Mari, bom dia! Em que posso ajudar? - perguntou com um sorriso lindo nos lábios a uma distância mais curta que o convencional. - Bom dia! - desejei retribuindo o sorriso. - Pensei que poderíamos almoçar juntos, o que acha? - Eu adoraria, vou tomar um banho e te encontro onde? - Vou te esperar no carro. Ele fez que sim com a cabeça e saiu, foi nesse momento que percebi que haviam várias pessoas ao redor somente observando e foi aí que entendi o motivo do Carlos ter me tratado com i********e. Não demorou muito e ele entrou no carro. - Desculpa, mas se quisermos que acreditem tem que ser assim - disse colocando o cinto de segurança. - Demorou um pouco mas eu entendi, agora vamos comer no shopping ok? Aí aproveitamos e já compramos algumas roupas para você, temos o resto da tarde livre, já avisei no recursos humanos. - A senhora quem manda. Fomos ao shopping mais próximo em um silêncio agradável, eu sei que tenho que conhecer mais o belo homem sentado ao meu lado, mas a verdade é que não sei por onde começar. Assim que encontro uma vaga paro e descemos. Vamos para o elevador e me lembro de algo enquanto esperamos. - Acabo de me lembrar, você prefere o valor do pagamento em espécie ou prefere que eu deposite na sua conta? - Obrigado por lembrar, eu perguntaria sobre isso hoje. Se puder ser em espécie pego o valor e já quito o que eu devo. Ele deve gostar muito da mãe para abrir mão de muita coisa por ela. - Combinado. Comemos, escolhemos algumas roupas e antes de sair, passamos no caixa eletrônico. Ele sorriu em concordância e rumamos a praça de alimentação, decidimos almoçar um spoleto reforçado e pegamos a mesa mais próxima disponível. - Então Carlos, preciso te contar que, falaram de nós para minha madrasta, bom mais ou menos, e ela quer que almoçamos na casa dela e do meu pai esse domingo. - Dou um gole exagerado no meu suco de laranja - Eu não sei como está de compromisso e eu avisaria com antecedência se possível, mas foi uma surpresa para mim. - Sem problemas dona Mari, eu não tenho compromisso e se tivesse eu daria um jeito, eu me comprometi e vou estar lá sempre que precisar. Se a senhora soubesse o quanto esse dinheiro vai me ajudar, a verdade é que serei grato sempre pela senhora ter confiado em mim. - Se meteu em encrencas? Preciso saber se alguém virá até mim quando a notícia de que estamos sendo vistos juntos se espalhar. - Sim eu sabia a resposta mas não é interessante ele ter essa informação. - Pode ficar tranquila que não vai acontecer, é uma dívida antiga e estou lutando a anos para pagar. Não tenho planos em entrar nessa fria de novo, pode ficar despreocupada quanto a isso. Ele me olhou com tristeza, e esse olhar me lembrou do sentimento de pena que tive quando recebi as informações sobre ele. Dei mais duas garfadas antes de lembrar o que Júlia havia me dito. - Hoje a noite Júlia nos convidou para ir em um pub, ela estará acompanhada de Cássio seu ficante. Pensei em tomar uma cerveja e jogar conversa fora, se conhecer melhor mesmo. - Ou a gente pode aproveitar que está aqui e já ir adiantando o assunto, não que eu tenha problemas em ir, longe disso, mas preciso ver umas coisas antes de dar certeza, posso mandar uma mensagem para você mais tarde. - Combinado. Agora vamos lá! Me conte o que julga ser útil eu saber para nosso trato dar certo. - Eu não admitiria nem mesmo para mim, mas eu estava ansiosa para saber mais sobre ele e até mesmo a ficar mais tempo com ele. Percebi que ele ficou um pouco constrangido, meio que procurando palavras ou pensando no que falar. - Eu tenho trinta e seis anos, estou fazendo um curso de segurança de trabalho e moro com a minha mãe em Tiradentes, somos só eu e ela. Costumo ser mais reservado mas interajo bem com o pessoal do trabalho. Tive uma boa educação por algum tempo, então vou saber me portar ao seu lado, fora isso acho que não tem muito mais para falar. Sua Vez!
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