Cap 6

1424 Words
Mia Robert . . ._ Entre. Ouço uma voz grossa com um timbre meio rouco vinda do outro lado e equilibro a bandeja com uma mão só, usando a outra para rodar a maçaneta. Ao adentrar o local, vejo um cômodo pouco iluminado com uma grande janela com uma visão completa não só do ringue, mas de todo o andar de baixo, incluindo o bar onde trabalho. Mia_ Eu. . . Vou colocar a bandeja aqui em cima. Dia ao não enxergar ninguém e me viro para sair dali. . . ._ Espera. Ouço a voz mais uma vez e olho para todos os lados tentando encontrar o dono dela. Lá fora, a luz que vem do ringue começa a rodar, passando pela janela e iluminando a sala em que estamos. Só aí consigo ver um homem de costas para mim sentado em uma poltrona. Ele está sem camisa, me dando uma visão completa das suas costas musculosas e cheias de tatuagens. Agora entendia por que todas as garotas do bar diziam que ele era gostoso, e nesse caso, eu era obrigada a concordar com elas. Mesmo sentado, era perceptível o quanto ele era alto, eu, com meus míseros um metro e cinquenta e oito, me senti menor ainda perto dele. Em sua cabeça havia uma máscara preta sem muitos detalhes, mas estava desamarrada na parte de trás. . . ._ Amarra a mascara. Não foi um pedido, ele estava me dando uma ordem, como se fosse o dono daquele lugar. Minha boca atrevida teve vontade de mandar ele pedir por favor, mas me controlei e fiz o que ela mandou, só queria sair dali o mais rápido possível. Mas, para o meu azar, quando terminei, ele se virou, ficando de frente para mim. Pude ver seus olhos cinzas e, por um momento, senti como se meu coração tivesse parado de bater. Ele me olhou fixamente e, insistentemente, eu me afastei. Mia_ É. . . Só isso, senhor? . . _Qual é o seu nome? Falou ignorando a minha pergunta. Não sabia se era a sua áurea de perigo ou as coisas que ele estava me fazendo sentir com apenas um olhar, mas ele me assustava e muito. Mia_ Afrodite, senhor. . . . _ Obrigado, Afrodite, a gente se vê mais tarde. Não esperei que ele dissesse mais nada, sai dali quase correndo. Só parei quando cheguei no andar de baixo, e fui direto para o banheiro jogar uma água fria em meu rosto. Não sei porque estáva me sentindo quente daquele jeito, e com o coração disparado, pelo amor de Deus, ele era só um homem, podia ser o grande Imbatível, mas ainda continuava sendo um mero mortal. Penélope_ Onde você estava menina, isso aqui está uma loucura! Pen me perguntou assim que voltei para o bar, ela já havia se livrado da blusa molhada e agora usava uma com um decote um pouco mais ousado que a anterior, segundo ela isso ajudava a ganhar mais gorjetas, eu discordava, não usava nada do tipo e ganhava gorjetas bem altas. Mia_ O Carlo apareceu aqui te procurando para levar o pedido do imbatível, eu falei que você estava trocando de roupa pois alguém tinha te molhado com bebida. E como não tinha mais nenhuma outra garota disponível sobrou para mim ir até lá. Penélope_ Não acredito que perdi essa chance, sabe a quanto tempo venho esperando por uma oportunidade dessas? Mia_ Eu sinto muito. Foi tudo o que consegui dizer ainda me sentindo abalada pelo encontro que tive com aquele homem. Penélope_ Fazer o que não é? Quem sabe na próxima. Falou dando de ombros resignada. Penélope_ Mas me conta, como foi? Ele falou alguma coisa? Mia_ Na verdade não, só mandou que eu amarrasse a máscara dele e depois me agradeceu. Penélope_ Você viu o rosto dele? Mia_ Não, ele estava de costas, além disso já estava usando a máscara, era só para amarrar atrás mesmo. Penélope_ Ata. Falou parecendo decepcionada. Penélope_ Mas você tem certeza que ele não falou mais nada? Penso por um momento em mais alguma coisa que possa compartilhar com ela, não ia contar sobre a forma instensa como ele me olhou, nem como me senti quente e nervosa. Então me lembro da sua última frase antes de eu sair de lá. Mia_ Ele disse que a gente se via mais tarde, mas não sei o que isso significa. Penélope_ Quer que o Imbatível e mais um a se render a sua beleza nesse lugar. Mia_ Não entendi. Penélope_ Você foi a escolhida, ele vai te chamar para ficar com ele mais tarde. Mia_ Ficar, tipo, f********o com ele? Penélope _ É claro né sua boba, as vezes você é tão inocente amiga. Ela sorri da minha cara de espanto. Mia_ Eu não quero! Digo assutada balançando a cabeça em negação. Penélope_ Calma, ninguém vai te obrigar a nada, você só vai se quiser. E olha, se não for vai perder a chance de ter orgasmos multiplios. Diz se abanando. Uma das meninas me entrega um pedido e grita mesa quatro. Tentando esconder o vermelho em meu rosto começo a pegar as bebidas e organiza-las em uma bandeja. Mas é claro que a Pen percebe o meu desconforto. Pen_ Nossa amiga, te vendo vermelha desse jeito da até para pensar que ainda é virgem. Não falo nada, desviando o olhar e esse é o meu grande erro porque é aí que ela percebe que está certa. Penélope_ A meu Deus, você é virgem mesmo! Não acredito!! Mia_ É Pen, eu sou virgem, satisfeita? Falo um pouco alto, irritada comigo mesma por ser tão transparente. Pen_ Fala baixo. Ela diz, colocando uma mão em minha boca para me impedir de falar mais alguma coisa. Mia_ É bom que ninguém saiba que você é virgem, há alguns figurões aqui que fariam qualquer coisa para tirar a sua pureza, mesmo que você não esteja disposta a aceitar dinheiro. Assustada arregalo os olhos. Mia_ Mas você disse que ninguém ia me obrigar a nada. Penélope_ Quis dizer aqui dentro, lá fora você está por contar própria. Engulo em seco finalmente entendendo o que ela quer dizer. Damos aquele assunto por encerrado decidindo que o melhor é não falarmos mais sobre a minha virgindade e focarmos no trabalho. A luta do Imbatível é a última da noite e quando ele entra no ringue o bar fica totalmente vazio nos dando tempo de sobra para assistir a luta. Não queria ir ver aquele espetáculo de violência mas a Pen me arrastou com ela até uma ala reservada para os funcionários. Era um lugar com visão privilegiada, e bem perto do ringue, tanto que até mesmo os lutadores podiam nos ver de onde estavam, Nataly também estava lá, mas como ja vínhamos fazendo, ambas nos ignoramos e foquei toda a minha atenção na luta que estava prestes a começar. Quando o desafiante da noite entrou, o coro de vaias foi geral, ele era um homem grande e forte, com tantos músculos que suas veias chegavam a saltar para fora, ainda assim não emanava aquela energia de perigo que eu senti vindo do Imbatível. E quando ele entrou com sua mascara n***a, usando apenas uma bermuda espostiva arrancou suspiros e gritos por toda a Arena, dava para ver que todos ali eram fãs dele. Ele no entanto, parece concentrado, alheio a tudo ao seu redor. O Imbatível não era tão grande quanto o seu oponente, embora fosse realmente muito alto. Mas de alguma forma eu sabia que aquele homem não seria pareo para ele. A luta começou, não havia juíz, quem caísse e não conseguisse se levantar mais, perdia. Era algo sem regras, só a violência pura, ainda assim a cada soco e a cada chute eu ficava mais presa na cena a minha frente, o imbatível estava acabando com o seu adversário, e então quando ele foi ao chão o Imbatível continuou batendo. Como se estivesse dominado por uma fúria crua e selvagem, só parou de bater quando quatro seguranças entraram no ringue e o tiraram de cima do cara. Havia sangue por todos os lados. Uma verdadeira cena de filme de terror e em meio a todo aquele caos, ele olhou diretamente para mim, como se tivesse consciente da minha presença o tempo todo e fez sinal para que eu o seguisse, finge que não vi. Mas é claro que a Penélope notou, todo mundo notou e os olhares de raiva direcionados a mim pelas outras garotas eram a prova disso. . .
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