CAPÍTULO 9: A Tempestade Verde e Cinza Raissa apertou a medalha contra o peito, sentindo o relevo da fênix de ouro contra a palma da mão. Ela respirou fundo, tentando conter a avalanche de pensamentos que a descoberta de Alice havia provocado. — Alice, por favor... para — pediu Raissa, a voz um sussurro carregado de cansaço. — Isso é loucura. É uma coincidência. Minha vida já está de cabeça para baixo com as humilhações desse colégio e as provocações do Bernardo. Eu não posso, e não quero, me alimentar de falsas esperanças. Eu sou apenas a afilhada de uma costureira que está tentando sobreviver. Esquece isso, por favor. Alice olhou para a amiga e, vendo a exaustão nos olhos azul-safira de Raissa, engoliu as dezenas de teorias que ainda tinha na ponta da língua. Ela deu um sorriso

