CAPÍTULO 25: O silêncio do quarto era cortado apenas pelo som das nossas respirações aceleradas. Victória ainda tateava a maçaneta do lado de fora, mas o verdadeiro perigo estava bem aqui, em cima desta cama. Raissa não era do tipo que se encolhia de medo. No instante em que percebeu que eu a tinha imobilizado, a submissão passou longe daqueles olhos azuis. Em um movimento rápido e feroz de felino encurralado, ela cravou os dentes na lateral da minha mão que cobria sua boca. Senti a pontada aguda de dor e soltei um xingamento abafado entre os dentes, afastando a mão. Ela aproveitou a fração de segundo para tentar me empurrar com os cotovelos, os dentes arreganhados em um rosnado silencioso e furioso. — Sai de cima de mim, seu psicopata! — ela sibilou, a voz um chicote sussurrado

